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KDDI diz que restaurou 70% dos serviços; falha atingiu 39,5 milhões de clientes

O problema afetou celulares, internet, dados meteorológicos e até serviços bancários

Crédito: Redação com Reuters - 03/07/2022 - Domingo, 13:27h
Tóquio – A KDDI Corp. disse neste domingo (3) que está trabalhando para restabelecer totalmente sua rede, tendo já cerca de 70% dos clientes no leste e oeste do Japão aptos a acessar serviços e se conectar com a internet, publicou a Kyodo News. 

O presidente da empresa, Makoto Takahashi, disse que a falha pode ter afetado 39,5 milhões de clientes. "Pedimos desculpas pela inconveniência causada aos nossos clientes."

A operadora está tentando resolver a interrupção em sua rede nacional desde à 1h35 do sábado (2), quando foi detectada uma falha em seu sistema de chamada de voz que deixou mudos celulares e impediu o acesso à net. O problema interrompeu serviços bancários, entrega de encomendas e transmissão de dados meteorológicos. 

Até março a KDDI tinha 62 milhões de assinaturas móveis, com cerca de 31 milhões de contratos individuais. 

Takahashi disse: "Estamos nos recuperando gradualmente em todo o país, mas estamos fazendo todos os esforços para nos recuperar totalmente.” 

O presidente da KDDI disse que o trabalho de restauração seria concluído em duas fases, uma na parte da manhã em relação à faixa ocidental do Japão, e outra por volta das 17h30 relativa às províncias da área oriental. 

Takahashi reconheceu em entrevista a jornalistas que a falha foi um "grave acidente" jurídico. Ele acrescentou que recebeu muitas opiniões sobre a situação. “Mas não temos uma resposta para fornecer uma remuneração de maneira uniforme”. Ele comentou que considerará compensações depois de analisar os detalhes da falha. 

O governo também está investigando a interrupção.

"Levamos a situação a sério, pois as chamadas de emergência, como bombeiros e serviços de emergência para proteger vidas e propriedades, foram prejudicadas em um momento em que o risco de pandemia e insolação está aumentando e um tufão está se aproximando", disse Yasushi Kaneko, ministro de Assuntos Internos e Comunicações, a repórteres no domingo.

Kaneko comentou que na Lei de Negócios de Telecomunicações está previsto o “acidente grave”, isto é, quando um problema como esse impede as pessoas de fazerem chamadas de emergência para os códigos 110 e 119. Ele disse: “Essa falha parece ter um impacto maior do que a da NTT DoCoMo. Após receber o relatório, tomaremos as devidas providências medidas."

O “acidente grave” fica determinado quando mais de 30.000 pessoas são impedidas por uma hora ou mais de fazer chamadas de emergência. 

A falha citada pelo ministro da NTT DoCoMo ocorreu em outubro de 2021, quando 12,9 milhões de usuários também foram prejudicados com celulares mudos e falta de conexão com a internet. O problema só foi resolvido 29 horas depois. 

Em dezembro de 2018 a Softbank também causou problemas para 30,6 milhões de usuários pelo mesmo problema, mas por quatro horas e meia. 

A KDDI se envolveu no mesmo tipo de situação em 2013, afetando 2,88 milhões de pessoas. 


Foto: Reuters

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