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Japão aumenta vigilância contra varíola dos macacos em meio a surto na Europa

Especialistas acham improvável que o vírus da varíola se espalhe rapidamente como o coronavírus

Crédito: Redação - 26/05/2022 - Quinta, 10:51h
Tóquio – O Ministério da Saúde do Japão pediu que os municípios intensifiquem a vigilância e relatem casos suspeitos de varíola dos macacos diante dos mais de 100 casos confirmados ou suspeitos registrados na Europa, América do Norte e Austrália, publicou o Japan Times. 

Até o momento o Japão não registrou nenhum caso, mas especialistas acham improvável que o vírus da varíola se espalhe rapidamente como o coronavírus. 

Varíola dos macacos (Monkeypox, em inglês) é causada por um vírus que atinge animais e humanos. Os sintomas são semelhantes aos da varíola humana, embora menos graves. 

Desde que foi identificado o primeiro caso humano no Congo em 1970, a doença é endêmica em 12 países africanos. Mas os casos atuais são de pessoas sem histórico de viagens para esses países.  

Os sintomas são erupção cutânea aguda, febre, dor de cabeça, inchaço dos gânglios linfáticos e dores musculares. A incubação é de seis a 13 dias, podendo chegar a 21 dias. A erupção surge de um a três dias após a febre, em geral no rosto e membros. 

O tratamento dura de duas a quatro semanas, mas crianças, pessoas com imunidade baixa e mulheres grávidas estão sujeitas a sintomas graves.

A taxa de mortalidade é de 11%, mas nenhuma morte foi relatada nos países ocidentais até agora, de acordo com o Instituto Nacional de Doenças Infecciosas.

A causa do surto nos países fora da África não é conhecida. A transmissão ocorre por toque em materiais infectados e gotículas, mas como as gotículas não são lançadas para longe, é preciso um contato pessoa prolongado com a fonte infectada. 

Os casos atuais envolvem homens que fazem sexo com homens, daí ser alta a probabilidade de a transmissão durante ato sexual ser considerada pela Organização Mundial da Saúde. 

O Japão não teve nenhum caso de varíola dos macacos desde que começou a registrar casos em 2003. Porém, pode ocorrer se um contato próximo de um paciente chegar ao país durante o período de incubação, dizem os especialistas.

O laboratório dinamarquês Bavarian Nordic desenvolveu uma vacina contra a varíola aprovada nos Estados Unidos em 2019. O Japão tem estoque de uma vacina própria, mas as doses estão previstas para um ataque terrorista biológico, segundo Morikawa. 

Caso alguém tenha estado com um suspeito de estar infectado, é preciso saber que sangue, fluídos corporais e feridas na pele do paciente contém o vírus. Por isso, roupas, lençóis e outros itens usados pelo paciente devem ser desinfetados ou esterilizados, usando material apropriado para isso, orienta Morikawa. 


Foto: Reuters

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