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Especialistas estimam queda no total de mortos por forte terremoto no centro de Tóquio

O total de óbitos representa uma queda de 30% em relação à década passada

Crédito: Redação - 26/05/2022 - Quinta, 08:42h
Tóquio – Uma nova estimativa feita por especialistas para o governo metropolitano de Tóquio, no caso da ocorrência de um grande terremoto no centro da capital, indica danos materiais e humanos, mas com uma provável redução de mortes em relação aos últimos dez anos, publicou a Jiji Press. 

A previsão dos sismólogos agora é de que pelo menos 6.100 pessoas morreriam caso um grande abalo sísmico atinja o centro de Tóquio, representando uma queda de 30% em relação à década passada, publicou a Kyodo News. 

O relatório elaborado por um painel de especialistas no assunto, a pedido do governo metropolitano de Tóquio, atribui a redução nas mortes de cerca de 3.500 pessoas graças aos avanços na resistência a terremotos de edifícios e à qualidade dos materiais usados nas construções. 

Estima-se que se o número de edifícios que atendem aos padrões de resistência a terremotos, de 1981, atingir 100%, diminuirá cerca de 60% a partir dessa suposição e, se os regulamentos forem mais rígidos, diminuirá cerca de 80%.

O painel simulou terremotos de grande magnitude com epicentros diferentes para a projeção de danos e concluiu que o pior cenário terminaria com a morte de até 6.148 pessoas em razão de um tremor de magnitude 7,3 que tivesse como epicentro a parte sul do centro de Tóquio. 

O abalo atingiria intensidade máxima de 7 da escala sísmica japonesa e balançaria cerca de 60% dos 23 distritos de Tóquio com variação de intensidade 6 ou mais. 

Em um tremor com intensidade 6 ou superior é praticamente impossível permanecer em pé ou se mover. Os solavancos podem ser fortes o suficiente para lançar objetos e danificar edificações, segundo a Agência Meteorológica do Japão. 

A estimativa do painel é de que do total de mortes, 3.209 sejam causadas por desmoronamento de prédios e 2.482 por incêndios. 

Pelo menos 194.000 casas e outras edificações ficariam seriamente danificadas, enquanto 4,53 milhões de pessoas ficariam desalojadas. 

Uma projeção semelhante foi feita em 2012, quando a estimativa era de que 9.641 pessoas poderiam morrer e cerca de 304.000 casas sofreriam danos. 

Segundo o relatório, as casas resistentes a tremores aumentaram de 81% para 92% em 2020 no espaço de 10 anos. 

Outro motivo para a provável queda nos óbitos seria a diminuição de áreas com casas de madeira, onde os incêndios poderiam ocorrer facilmente. 

Essas áreas eram vistas em cerca de 16.000 hectares, especialmente ao redor da linha circular JR Yamanote, segundo o governo metropolitano. Mas devido a subsídios, essas casas foram demolidas e substituídas por novas. 

Medidas adicionais poderão reduzir para cerca de 800 óbitos, segundo os especialistas. 

A expectativa é de que o governo de Tóquio revise seu plano de prevenção de desastres com base nestas últimas projeções. 


Foto: iStockphoto 



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