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Biden diz que estaria disposto a usar a força para defender Taiwan

O comentário mostra uma mudança na postura ambígua dos EUA com relação à ilha democrática

Crédito: Reuters - 23/05/2022 - Segunda, 16:06h
Tóquio - O presidente Joe Biden disse nesta segunda-feira (23) que estaria disposto a usar a força para defender Taiwan, angariando apoio em sua primeira viagem à Ásia desde que assumiu o cargo dos EUA em oposição à crescente assertividade da China em toda a região.

Os comentários de Biden parecem ser um afastamento dos EUA de uma posição ambígua em relação à ilha autogovernada, que a China considera seu território, e diz ser a questão mais sensível e importante em seus laços com os Estados Unidos.

Quando perguntado por um repórter em Tóquio se os Estados Unidos defenderiam Taiwan se fosse atacada pela China, o presidente respondeu: "Sim".

"Esse é o compromisso que assumimos... Nós concordamos com a política de uma só China. Nós aderimos a ela e a todos os acordos pretendidos feitos a partir daí. Mas a ideia de que isso pode ser tomado à força, apenas força, simplesmente não é, simplesmente não é apropriado."

Ele acrescentou que era sua expectativa que tal evento não acontecesse ou fosse tentado.

Embora Washington seja obrigado por lei a fornecer a Taiwan os meios para se defender, há muito tempo segue uma política de "ambiguidade estratégica" sobre se interviria militarmente para proteger Taiwan no caso de um ataque chinês.

Biden fez um comentário semelhante sobre defender Taiwan em outubro. Naquela época, um porta-voz da Casa Branca disse que Biden não estava anunciando nenhuma mudança na política dos EUA. 

Os comentários sobre Taiwan provavelmente ofuscarão a peça central da visita de Biden, o lançamento de um Quadro Econômico Indo-Pacífico, um plano amplo que fornece um pilar econômico para o envolvimento dos EUA na Ásia.

Sua visita também inclui encontros com os líderes do Japão, Índia e Austrália, no grupo de países "Quad", na terça-feira (24).

Preocupações com o poder crescente da China e a possibilidade de invasão de Taiwan encorajaram o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida e seu Partido Liberal Democrata na defesa, corroendo parte da desconfiança tradicional entre muitos japoneses em adotar uma postura mais robusta.

FORTE JAPÃO

Kishida disse a Biden que o Japão consideraria várias opções para aumentar suas capacidades de defesa, incluindo a capacidade de retaliar, sinalizando uma possível mudança na política de defesa do Japão.

"Um Japão forte e uma forte aliança EUA-Japão são uma força para o bem na região", disse Biden em entrevista coletiva após as discussões.

Kishida disse que ganhou apoio de Biden para que o Japão se tornasse membro permanente no Conselho de Segurança da ONU em meio a crescentes pedidos de reforma do conselho. China e Rússia são membros permanentes.

"O presidente Biden expressou a necessidade de reformar e fortalecer as Nações Unidas, incluindo o Conselho de Segurança, que tem uma grande responsabilidade pela paz e segurança da comunidade internacional", disse Kishida.

"O presidente Biden expressou seu apoio ao Japão para se tornar um membro permanente do Conselho de Segurança reformado."

Crescem as preocupações na Ásia com uma China cada vez mais assertiva, principalmente à luz de seus laços estreitos com a Rússia, e a tensão aumentou sobre a autogovernada Taiwan, que a China considera uma província renegada.


Foto: Reuters
O presidente Joe Biden e o primeiro-ministro Fumio Kishida 

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