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Coreia do Norte dispara 2 mísseis e alerta para forte ação sobre sanções dos EUA

Especialista diz que a Coreia do Norte pode estar dizendo que seguirá seu próprio caminho sem ser intimidada

Crédito: Reuters - 14/01/2022 - Sexta, 17:56h
Tóquio/Seul - A Coreia do Norte disparou pelo menos dois mísseis balísticos nesta sexta-feira (14), o terceiro teste em duas semanas, poucas horas depois de criticar a pressão dos Estados Unidos por novas sanções sobre os lançamentos anteriores, considerando-as como uma "provocação" e alertando ainda para uma forte reação.

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse ter detectado o que se supõe serem dois mísseis balísticos de curto alcance (SRBMs) lançados para o leste da província de Pyongan do Norte, na costa oeste da Coreia do Norte.

A guarda costeira do Japão também informou que o Norte disparou o que poderia ser um míssil balístico. Os mísseis pareciam ter pousado no mar fora da zona econômica exclusiva do Japão, informou a emissora NHK, citando um funcionário do Ministério da Defesa não identificado.

O lançamento seria o terceiro desde o dia de Ano Novo, um ritmo incomumente alto de testes de mísseis. Os dois anteriores eram de "mísseis hipersônicos", informou a mídia estatal norte-coreana, capazes de altas velocidades e manobras após o lançamento.

Em contraste com os testes de sexta-feira, cada um desses lançamentos anteriores envolveu um único míssil que foi disparado da província de Jagang, vizinha de Pyongan do Norte.

Kim Dong-yup, um ex-oficial da Marinha da Coreia do Sul que trabalha na Universidade Kyungnam de Seul, disse que a Coreia do Norte poderia ter disparado SRBMs anteriormente implantados, como o KN-23 ou KN-24.

"Pode se encaixar em seus exercícios de inverno em andamento, enquanto envia uma mensagem aos Estados Unidos por meio de ações após a declaração da mídia estatal", disse ele.

A Coreia do Norte defendeu os testes de mísseis como seu legítimo direito de autodefesa e disse que os Estados Unidos estavam intencionalmente intensificando a situação ao impor novas sanções, informou a mídia estatal nesta sexta-feira, citando o Ministério das Relações Exteriores.

O recente desenvolvimento da Coreia do Norte de um "novo tipo de arma" foi apenas parte de seus esforços para modernizar sua capacidade de defesa nacional e não teve como alvo nenhum país específico nem prejudicou a segurança dos países vizinhos, disse o Ministério das Relações Exteriores em comunicado da agência estatal de notícias.

A declaração alertou para uma "reação mais forte e certa" não especificada se os Estados Unidos adotarem uma postura de confronto.

'PROFUNDAMENTE DESESTABILIZANTE'

O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, impôs na quarta-feira (12) suas primeiras sanções sobre os programas de armas da Coreia do Norte após uma série de lançamentos de mísseis norte-coreanos.

Também pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que tome medidas contra vários indivíduos e entidades norte-coreanas acusados de violar as resoluções do conselho de segurança que proíbem o desenvolvimento de mísseis e armas nucleares da Coreia do Norte.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que os Estados Unidos deixaram claro que não têm intenção hostil em relação à Coreia do Norte e estão dispostos a se envolver em negociações sem pré-condições, mas alegou que os testes são "profundamente desestabilizadores".

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte disse que, embora Washington possa falar de diplomacia e diálogo, suas ações mostram que "ainda está absorto em sua política de isolar e sufocar" a Coreia do Norte.

"Os EUA estão intencionalmente aumentando a situação, mesmo com a ativação de sanções independentes, não se contentando em encaminhar a atividade justa da RPDC ao Conselho de Segurança da ONU", disse o comunicado. RPDC é a sigla do nome da Coreia do Norte. 

Kim Dong-yup apontou as observações no ano passado do líder norte-coreano Kim Jong Un de que Pyongyang se aproximará de Washington "com base no princípio de responder pela força com dureza e em espécie".

"Olho por olho, dente por dente", disse Kim Dong-yup. "A Coreia do Norte pode estar dizendo que seguirá seu próprio caminho sem ser intimidada."


Foto: Reuters
Bandeira da Coreia do Norte 

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