Outras Edições

Em destaque Economia

48% das empresas japonesas darão aumento salarial mesmo sem incentivos fiscais, mostra pesquisa

A coalizão de partidos governista tem proposta de redução de impostos para empresas que concederem aumento salarial

Crédito: Redação - 05/12/2021 - Domingo, 17:50h
Tóquio – Pesquisa da Teikoku Databank Ltd. indica que quase metade das empresas japonesas aumentará os salários, mesmo sem incentivos fiscais por parte do governo, publicou a Kyodo News. 

A empresa de pesquisa de crédito em seu levantamento mostra que as empresas estão priorizando salários mais altos para atrair e reter trabalhadores em meio à longa escassez de mão de obra no país e ao rápido envelhecimento da população, ainda que as perspectivas econômicas permaneçam incertas em razão da pandemia do coronavírus. 

O Partido Liberal Democrata e seu parceiro Komeito estão considerando expandir um sistema de redução de impostos existentes para encorajar as empresas a aumentar os salários. A proposta integraria um pacote de reforma fiscal prevista para o ano fiscal de 2022, a vigorar partir do mês de abril. 

No levantamento da Teikoku Databank Ltd. realizado em novembro, 802, ou 48,6%, das 1.651 empresas pesquisadas afirmaram que irão aumentar os salários, independentemente de qualquer incentivo fiscal. 

Quase 90% dos entrevistados eram de empresas de médio porte, com capital de até 300 milhões de ienes ou até 300 funcionários. 

Entre as empresas grandes o percentual chegou a 53,6%, em comparação com 47,9% entre as pequenas e médias empresas. 

Se o governo der incentivos fiscais com esse objetivo, 8,5% do total de empresas pesquisadas dariam aumento salarial, enquanto 22,3% disseram que considerariam aumentar os salários, o que significa que "79,4% do total foram positivos" em relação aos aumentos salariais, disse a Teikoku Databank.

Mas mesmo que algum incentivo fiscal seja dado, 8,1% das empresas disseram que não poderão aumentar salários, e 12,5% responderam que não tinham certeza do que fariam. 

Pelo sistema atual, quando o salário pago aos trabalhadores recém-contratados aumentar em mais de 2% em relação ao ano fiscal anterior, as grandes empresas obtêm deduções fiscais corporativas equivalentes a 15% dos pagamentos. 

As pequenas e médias empresas têm o mesmo percentual de dedução fiscal, mas quando aumentam o salário em 1,5%. 

Um representante da Teikoku Databank comentou o seguinte: "A crise de mão de obra diminuiu devido ao impacto econômico do coronavírus, mas tornou-se significativa novamente. Nessas circunstâncias, atrair e manter funcionários se tornou um desafio importante para muitas empresas."

O primeiro-ministro Fumio Kishida disse logo que assumiu o posto em outubro que terá como objetivo encorajar aumentos salariais por meio de incentivos fiscais. No final de novembro, ele disse esperar que as empresas que se recuperarem aos níveis anteriores da pandemia aumentem os salários em mais de 3%.

Espera-se que o Gabinete do governo aprove o pacote de reforma tributária no final deste mês, após obter o sinal positivo da coalizão governista.


Foto: iStockphoto 


Compartilhe
Comentários

1364 vagas disponíveis em todo o Japão

1 ano
26 edições
¥5.980 ienes
ASSINE A
REVISTA
RECEBA SEM SAIR DE CASA
PARTICIPE DE TODAS AS NOSSAS PROMOÇÕES
qr code alternativa
Telefone
050-6860-3660
Fax
03-6383-4019
Nippaku Yuai Co., Ltd.
〒151-0071
Tokyo-to Shibuya-ku Honmachi 1-20-2-203