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Rio cancela festa de Réveillon com temor por variante Ômicron

O governador Cláudio Castro, porém, quer discutir a decisão na próxima semana, não considerando o assunto fechado

Crédito: Reuters - 05/12/2021 - Domingo, 15:59h
Rio de Janeiro - A festa de Réveillon na cidade do Rio de Janeiro foi cancelada, disse no sábado (4) o prefeito Eduardo Paes, ao anunciar que não devem ocorrer a famosa queima de fogos nem shows na capital pelo segundo ano em função da pandemia.

Mais tarde, o governador do Estado, Cláudio Castro, usou sua conta no Twitter para informar que se encontrou com Paes e fará uma reunião na próxima semana com o prefeito para uma "decisão final" sobre o tema.

"Nesse encontro, participarão técnicos da saúde do Estado e do município", disse Castro.

A medida da prefeitura se baseia em orientações da ciência devido à Covid-19 e ao surgimento da nova cepa, Ômicron, no país.

O comitê científico do município havia orientado que a prefeitura monitorasse o comportamento da Covid na cidade e da nova variante para tomar uma decisão em breve. No entanto, o comitê estadual recomendou que a festa não fosse realizada.

"Vou ficar com a opinião técnica que pede mais restrições. Tomei a decisão com muita tristeza e torço, rezo e trabalho para que façamos a celebração. Com todo respeito às demais cidades, mas não sei se vai fazer tanta falta não ter Réveillon nas demais cidades quanto fará falta não ter aqui", disse ele a jornalistas.

"Estou muito triste como prefeito e pessoalmente. A celebração do Réveillon no Rio é uma das festas mais incríveis do mundo e incomparável. Mistura gente, pessoas de muitos credos… Não tem mais nada 'anticarioca' do que essa porcaria da Covid", adicionou.

Ele ainda disse que, em princípio, não deve haver restrições na cidade e frisou que os turistas vacinados são bem-vindos. As festas particulares seguem mantidas até que haja uma orientação do comitê científico.

O Rio vive o melhor momento da pandemia com quedas em óbitos e casos, baixa internação e transmissão, e elevado nível de vacinação.

O cancelamento da festa foi apoiado por especialistas da área da saúde.

"Em que pese o impacto sobre nossa saúde mental e economia, mesmo assim é acertado porque mesmo com 77% da população vacinada (esquema completo), isso significa que 1,5 milhão não recebeu vacina", disse a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Chrystina Barros.

Ela ressaltou que nunca é possível saber se as variantes do vírus serão mais agressivas e o Réveillon significa "gente vindo de todo mundo", situação em que não se pode ter o controle.

"A decisão foi muito acertada uma vez que temos que aprender com a variante Ômicron e a taxa de eficácia das vacinas sobre essa variante. A guerra ainda não acabou", adicionou o infectologista Charbell Cury.

A rede hoteleira, que na sexta-feira anunciou em documento o apoio a festa de Réveillon, lamentou o cancelamento.

"A gente lamenta porque a hotelaria espera chegar a 100% de ocupação mas entendemos que o momento é difícil. Ano passado já não teve Réveillon e tivemos 80% de ocupação. Vamos torcer para que as reservas se mantenham", disse o presidente da associação da indústria de hotéis do Rio, Alfredo Lopes.

Desde o início da pandemia, mais de 69 mil mortes foram registradas no Estado, sendo mais de metade na capital.

Na quinta-feira, a prefeitura de São Paulo anunciou o cancelamento das festividades de Réveillon na capital paulista também devido à nova variante Ômicron do coronavírus.


Foto: Gabriel Monteiro/SECOM Rio 
Réveillon de 2019 na capital fluminense 


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