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Nações repensam retomada de viagens internacionais com propagação da cepa Ômicron

Em algumas semanas as autoridades saberão detalhes sobre transmissibilidade da nova variante do coronavírus

Crédito: Reuters - 29/11/2021 - Segunda, 14:46h
Sydney - A disseminação global da variante Ômicron do coronavírus trouxe novos casos na Austrália, Dinamarca, França e Holanda, levando as nações a reconsiderar os planos de viagens internacionais enquanto lutam para evitar um novo surto.

A notícia da variante disparou o alarme e gerou preocupação nos mercados financeiros, à medida que os países impuseram novas restrições por medo de que ela pudesse resistir às vacinações e prejudicar a reabertura econômica após uma pandemia global de dois anos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que decidir o nível de gravidade da variante Ômicron, identificada primeiro na África do Sul, pode levar de "dias a várias semanas", na ausência de informações de que seus sintomas diferem dos de outras variantes.

A Austrália analisará os planos de reabertura para migrantes qualificados e estudantes a partir de 1º de dezembro, disse o primeiro-ministro Scott Morrison nesta segunda-feira (29), acrescentando que é "um pouco cedo" para restabelecer a quarentena obrigatória de duas semanas em hotéis para viajantes estrangeiros.

"Portanto, apenas damos um passo de cada vez, obtemos as melhores informações, tomamos decisões calmas e sensatas", disse Morrison à emissora Nine News.

Um painel de segurança nacional se reunirá no final do dia para avaliar os relaxamentos de fronteira previstos para quarta-feira (1 de dezembro), acrescentou ele, com líderes de todos os estados e territórios.

Ele pediu calma, pois a gravidade, transmissibilidade e resistência à vacina da cepa Ômicron não foram determinadas, ecoando os comentários da OMS, que classificou de "variante preocupante".

Potencialmente mais contagiosa do que as variantes anteriores, a Ômicron foi até agora detectada na Austrália, Bélgica, Botswana, Grã-Bretanha, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Hong Kong, Israel, Itália, Holanda e África do Sul.

Os sintomas até agora são leves e podem ser tratados em casa, disse uma médica sul-africano, uma das primeiros a suspeitar de uma variante diferente.

RESTRIÇÕES A VIAGENS

Países da Indonésia à Arábia Saudita impuseram restrições às viagens de visitantes da África do Sul para limitar a propagação.

Cingapura adiou o início de rotas com alguns países do Oriente Médio, como Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, dada "sua proximidade os países afetados", disse seu Ministério da Saúde.

A Grã-Bretanha disse que convocaria uma reunião urgente dos ministros da saúde do G7 nesta segunda-feira.

No esforço de maior alcance contra a variante, Israel deve proibir a entrada de estrangeiros e reintroduzir a tecnologia de rastreamento telefônico usado contra terrorismo, disse o relatório.

Anthony Fauci, o principal consultor sobre doenças infecciosas dos EUA, disse que levará cerca de duas semanas para obter informações definitivas sobre a transmissibilidade e outras características da Ômicron.

Fauci acredita que as vacinas existentes "provavelmente proporcionarão um certo grau de proteção contra casos graves de COVID", segundo a Casa Branca.


Foto: Reuters

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