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Médica sul-africana diz que pacientes com Ômicron apresentam sintomas muito leves

A queixa clínica mais predominante é o cansaço intenso por um ou dois dias

Crédito: Reuters - 29/11/2021 - Segunda, 08:50h
Johanesburgo - Uma médica sul-africana que foi uma das primeiras a suspeitar de uma cepa diferente de coronavírus entre seus pacientes disse neste domingo que os sintomas da variante Ômicron eram até agora leves, podendo ser tratados em casa.

A doutora Angelique Coetzee, médica particular e presidente da Associação Médica da África do Sul, disse à Reuters que em 18 de novembro ela notou sete pacientes em sua clínica que apresentavam sintomas diferentes da variante Delta, embora "muito leves".

Agora designada ômicron pela Organização Mundial de Saúde, a variante foi detectada e anunciada pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD) em 25 de novembro a partir de amostras retiradas de um laboratório de 14 a 16 de novembro.

Coetzee disse que um paciente em 18 de novembro relatou em sua clínica ter ficado "extremamente cansado" por dois dias, com dores no corpo e dor de cabeça.

"Sintomas nesse estágio estavam muito relacionados à infecção viral normal. E porque não tínhamos visto Covid-19 nas últimas oito a dez semanas, decidimos fazer o teste", disse ela, acrescentando que o paciente e sua família acabaram testando positivo para a doença.

No mesmo dia, mais pacientes chegaram com sintomas semelhantes. Foi quando ela percebeu que havia "algo mais acontecendo". Desde então, ela atendeu de dois a três pacientes por dia.

"Vimos muitos pacientes Delta durante a terceira onda. E isso não se encaixa no quadro clínico", disse ela, acrescentando que alertou o NICD no mesmo dia com os resultados clínicos.

"A maioria deles (médicos) está vendo sintomas muito, muito leves e nenhum deles até agora encaminhou pacientes para cirurgias. Temos sido capazes de tratar esses pacientes de forma conservadora em casa", disse ela.

Coetzee, que também faz parte do Comitê Consultivo Ministerial sobre Vacinas, disse que, ao contrário da Delta, até agora os pacientes não relataram perda de olfato ou paladar e não houve queda significativa nos níveis de oxigênio com a nova variante.

Sua experiência até agora mostra que a variante está afetando pessoas com 40 anos ou menos. Quase metade dos pacientes com sintomas de Ômicron que ela tratou não foram vacinados.

"A queixa clínica mais predominante é o cansaço intenso por um ou dois dias", afirmou ela, também citando dor de cabeça e dores no corpo.

A notícia da nova variante que emergiu da África do Sul provocou uma reação rápida de vários países, incluindo o Reino Unido, que na sexta-feira impôs uma proibição de viagens a vários países do sul da África com efeito imediato, uma decisão que a África do Sul contestou veementemente.

Desde sexta, muitos países também proibiram as viagens aéreas de e para a África do Sul, incluindo os Estados Unidos, outros países europeus e alguns países asiáticos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse no domingo que ainda não está claro se a nova variante do coronavírus Ômicron é mais transmissível em comparação com outras variantes do SARS-CoV-2 ou se causa doença mais grave.

"Dados preliminares sugerem que há taxas crescentes de hospitalização na África do Sul, mas isso pode ser devido ao aumento do número geral de pessoas que estão se infectando, e não como resultado de uma infecção específica com Ômicron", disse o documento.

No entanto, em um comunicado, a agência reiterou que as evidências preliminares sugerem que pode haver um risco maior de reinfecção da variante.

A OMS disse que está trabalhando com especialistas técnicos para entender o impacto potencial da variante nas contramedidas existentes contra a doença COVID-19, incluindo vacinas.

"Atualmente não há informações que sugiram que os sintomas associados à Ômicron sejam diferentes daqueles de outras variantes", disse a OMS.

"As infecções relatadas inicialmente ocorreram em estudos universitários - indivíduos mais jovens que tendem a ter doenças mais leves - mas compreender o nível de gravidade da variante Ômicron levará de dias a várias semanas", disse o documento.

Os testes de PCR continuam a detectar a infecção por Ômicron - que foi detectada pela primeira vez na África do Sul no início deste mês - e estudos estão em andamento para determinar se há algum impacto nos testes de detecção rápida de antígenos, disse a OMS.


Foto: Reuters
Movimentação no aeroporto Schiphol, em Amsterdã, na Holanda, onde as autoridades de saúde detectaram 61 casos relativos à variante Ômicron 
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