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Covid: variante ômicron continua se espalhando e Austrália detecta primeiros casos

A descoberta da nova cepa gerou receios em todo o mundo de que ela poderia resistir às vacinas

Crédito: Reuters - 28/11/2021 - Domingo, 18:18h

Sydney - A nova variante do coronavírus ômicron continuou se espalhando pelo mundo neste domingo (28), com dois casos detectados na Austrália, mesmo enquanto mais países tentavam se isolar impondo restrições de viagem.

Autoridades de saúde do estado mais populoso da Austrália, Nova Gales do Sul, disseram que dois passageiros que chegaram a Sydney vindos do sul da África na noite de sábado tiveram teste positivo para a variante ômicron.

Ambas as pessoas eram assintomáticas, totalmente vacinadas e em quarentena, disse a NSW Health. Outros 12 passageiros da África Austral também estiveram em 14 dias de quarentena em hotéis, enquanto cerca de 260 outros passageiros e tripulantes foram encaminhados para isolamento.

Os casos australianos foram a indicação mais recente de que a variante pode ser difícil de conter. Descoberto pela primeira vez na África do Sul, já foi detectado no Reino Unido, Alemanha, Itália, Bélgica, Áustria, Botswana, Israel e Hong Kong.

A descoberta da ômicron, classificada de "preocupante" pela Organização Mundial da Saúde, gerou receios em todo o mundo de que ela poderia resistir às vacinas e prolongar a pandemia de Covid-19, que já dura quase dois anos.

A ômicron é potencialmente mais contagiosa do que as variantes anteriores, embora os especialistas não saibam ainda se ela causará Covid-19 mais grave em comparação com outras cepas.

Os países impuseram uma onda de proibições ou restrições de viagens ao sul da África. Os mercados financeiros, especialmente ações de companhias aéreas e outros do setor de viagens, despencaram na sexta-feira, com os investidores preocupados que a variante pudesse impedir uma recuperação global. Os preços do petróleo caíram cerca de US$ 10 o barril.

Neste domingo, a maioria dos mercados de ações do Golfo caiu drasticamente no início das negociações, com o índice saudita sofrendo sua maior queda em um único dia em quase dois anos.

No esforço de maior alcance para manter a variante sob controle, Israel anunciou na noite de sábado que iria proibir a entrada de todos os estrangeiros e reintroduzir a tecnologia de rastreamento de telefone para conter a propagação da variante.

O primeiro-ministro Naftali Bennett disse que a proibição, pendente da aprovação do governo, duraria 14 dias. As autoridades esperam que dentro desse período haja mais informações sobre a eficácia das vacinas contra a ômicron.

Muitos países impuseram ou estão planejando restrições para viagens da África Austral. O governo sul-africano denunciou isso no sábado como injusto e potencialmente prejudicial à sua economia - dizendo que está sendo punido por sua capacidade científica de identificar precocemente variantes do coronavírus.

Na Grã-Bretanha, onde dois casos vinculados de ômicron identificados no sábado estavam ligados a viagens ao sul da África, o governo anunciou medidas para tentar conter a propagação, incluindo regras de teste mais rígidas para pessoas que chegam ao país e exigindo o uso de máscara em alguns ambientes.

O estado alemão da Baviera também anunciou dois casos confirmados da variante no sábado. Na Itália, o Instituto Nacional de Saúde informou que um caso da nova variante foi detectado em Milão em uma pessoa vinda de Moçambique.

Embora os epidemiologistas digam que as restrições às viagens podem ser tarde demais para impedir a propagação da variante, muitos países - incluindo Estados Unidos, Brasil, Canadá, nações da União Europeia, Austrália, Japão, Coreia do Sul e Tailândia - anunciaram proibições de viagens ou restrições ao sul da África.

Mais países impuseram tais restrições neste domingo, incluindo Indonésia e Arábia Saudita.

O subsecretário de saúde do México, Hugo Lopez Gatell, disse que as restrições a viagens são de pouca utilidade em resposta à nova variante, chamando as medidas tomadas por alguns países de "desproporcionais".

A nova variante também destacou as enormes disparidades nas taxas de vacinação em todo o mundo. Mesmo com muitos países desenvolvidos dando reforços de terceira dose, menos de 7% das pessoas em países pobres receberam sua primeira injeção contra Covid-19, de acordo com grupos médicos e de direitos humanos.

Seth Berkley, CEO da GAVI Vaccine Alliance, que com a OMS co-lidera a iniciativa COVAX para promover a distribuição equitativa de vacinas, disse que isso era essencial para evitar o surgimento de mais variantes do coronavírus.

“Embora ainda precisemos saber mais sobre a ômicron, sabemos que, enquanto grandes porções da população mundial não forem vacinadas, as variantes continuarão a aparecer e a pandemia continuará a se prolongar”, disse ele em um comunicado à Reuters.

Foto: Reuters
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