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Alunos de escola brasileira participam de simulação de incêndio em Toyohashi

O Corpo de Bombeiros da cidade simulou o resgate de duas pessoas presas no topo de um edifício

Crédito: Antonio Carlos Bordin/Alternativa - 26/10/2021 - Terça, 16:43h

Toyohashi – Cento e vinte e cinco alunos de todos os níveis de ensino da Escola Cantinho Brasileiro, de Toyohashi (Aichi), participaram nesta terça-feira (26) de uma simulação de incêndio na sede do estabelecimento, com a supervisão do Corpo de Bombeiros da cidade.

O chefe da Seção de Combate a Incêndios, Hiroyuki Inagaki, explicou que os alunos, professores e membros da direção da Cantinho Brasileiro simularam uma situação de incêndio no segundo andar. Logo que foi detectado o fogo, o alarme foi disparado e os alunos evacuaram o prédio em direção ao estacionamento, seguindo as orientações dos professores.

Enquanto isso, a diretora Lucineia Assakawa ligou para o Corpo de Bombeiros para comunicar sobre o sinistro. O que talvez poucas pessoas saibam é que é possível entrar em contato com os bombeiros sem precisar falar japonês, já que o código 119, usado para emergências, conta com intérprete no idioma português e outros idiomas.

“Sempre que chega o outono iniciamos este tipo de treinamento em escolas, empresas, em todos os lugares, para conscientizar as pessoas sobre a importância de saberem lidar com essas situações”, disse Inagaki.

Na simulação, os caminhões dos bombeiros chegaram imediatamente à sede da escola e iniciaram a operação de resgate de duas pessoas presas no topo do edifício usando uma escada mecânica.

Uma das pessoas resgatadas foi a professora do Ensino Fundamental 2, Marta Kiyomi Okuzono: “Foi bastante emocionante. Mas sei que numa situação real pode ser bem diferente. Não fiquei com medo, pois a plataforma da escada é muito segura”, disse.

Outro que participou da simulação de resgate foi Pedro Nakano, do terceiro ano do Ensino Médio. “Quando a diretora me perguntou se eu queria participar dessa simulação, aceitei na hora. Lá em cima me senti confortável. Não tenho medo de altura. A escada balançou um pouco, mas os bombeiros perguntavam o tempo todo se eu estava bem e isso me fez sentir acolhido”, comentou.

O chefe dos Bombeiros na área de Minami, em Toyohashi, Jun Hayakawa, considerou o treinamento muito bom. “A evacuação do prédio foi feita de forma tranquila. Eu quero que daqui em diante passemos a nos preocupar com a segurança de todos e a valorizar mais a vida”, afirmou.

Laís Akemi Gasparini, do terceiro ano do Ensino Médio, que estava entre os alunos que evacuaram, disse que ficou extasiada. “O treinamento foi bem completo. Na verdade, nunca vi os Bombeiros trabalhando assim. Tenho certeza que esse treinamento nos ajudará a lidar melhor com esse tipo de situação. Com essa base, se ocorrer algo, estaremos com o coração mais calmo”, garante.

A diretora Lucineia Assakawa disse que quando a escola fazia este tipo de treinamento há alguns anos, alguns alunos levavam na brincadeira. “Mas hoje eles encaram com seriedade. Precisamos saber até como evacuar o prédio para não haver mais problemas”, explicou.

Após o treinamento, uma parte dos alunos assistiu a uma palestra sobre como agir diante de um incêndio e de como usar extintores corretamente, enquanto outra parte aprendeu sobre como prestar os primeiros socorros usando massagem cardíaca ou até mesmo o aparelho Desfibrilador Automático Externo, mais conhecido pela sigla AED, que existe em estações de trem, lojas de conveniência e outros lugares.

A presidente da Academia Internacional de Toyohashi (TIA), Hiroko Tsujimura, explicou que o treinamento foi providenciado pela TIA e o Corpo de Bombeiros de Toyohashi para atender aos alunos da Cantinho Brasileiro, entre os quais muitos são filhos de funcionários da Marusan, do grupo Maruai. “É importante passar por este tipo de treinamento e mesmo sem saber falar japonês é possível pedir socorro aos bombeiros”, assegura.

DISQUE 119 
O código 119 destinado a casos de emergência e é possível o atendimento a estrangeiros que não dominam o idioma japonês graças à ajuda de intérpretes. Além do português, há tradutores também para inglês, espanhol, chinês, coreano, vietnamita, tagalo, francês, russo, nepalês e tailandês.

Ao ligar para o 119, a pessoa deve informar que não entende japonês e aguardar um pouco, enquanto o intérprete entra na conversa para traduzir as informações ao atendente.

Existem alguns pontos a considerar quando for ligar para a emergência. O atendente fará quatro perguntas: qual o tipo de emergência, se é incêndio ou de outro tipo; pedirá o endereço do local da emergência, com a indicação de um ponto de referência. O atendente perguntará ainda o que aconteceu e pedirá a identificação da pessoa que ligou.

Fotos: Antonio Carlos Bordin/Alternativa
Simulação de resgate de pessoas presas no topo do prédio durante um incêndio
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