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Mísseis disparados pela Coreia do Norte podem atingir o Japão, diz analista militar

Os Estados Unidos dizem que continuam engajados na negociação pela desnuclearização da ditadura asiática

Crédito: Redação com Reuters - 14/09/2021 - Terça, 10:02h
Tóquio – O analista militar Yu Koizumi disse que o míssil de cruzeiro testado pela Coreia do Norte representa uma ameaça para a região. O teste foi anunciado pela mídia estatal da ditadura coreana na segunda-feira (13), informando que os testes foram feitos no fim de semana com sucesso, publicou a NHK.  

Vários mísseis recentemente desenvolvidos pela Academy of Defense Science voaram por pouco mais de duas horas acima da terra e das águas territoriais da Coreia do Norte antes de atingir alvos a 1.500 quilômetros de distância, de acordo com a agência oficial de notícias coreana, publicou a Kyodo News. 

Koizumi, que é professor assistente do Centro de Pesquisa de Ciência e Tecnologia Avançada da Universidade de Tóquio, disse que o alcance de 1.500 quilômetros do míssil sugere que o principal alvo é o Japão, especialmente as bases militares dos Estados Unidos no país. 

O analista alerta que o Japão precisa estar pronto para quando a Coreia do Norte disparar mísseis de cruzeiro balísticos simultaneamente. 

O sistema de defesa antimísseis do Japão projetado para interceptar mísseis balísticos, porém, é considerado incapaz de parar um míssil de cruzeiro.

Consta que o tipo de míssil disparado pelo Norte viaja em baixas altitudes e são difíceis de detectar por radar. 

Koizumi enfatiza a necessidade de uma análise mais aprofundada do novo míssil de cruzeiro, pois ainda não se sabe quão preciso ele é.

A agência de notícias sul-coreana Yonhap comparou o míssil norte-coreano ao Tomahawk das forças armadas dos EUA. 

Uma fonte diplomática acredita que ao lançar mísseis de cruzeiros capazes de atingir o Japão, um país aliado dos Estados Unidos, a Coreia do Norte pode estar observando como o presidente Joe Biden reagirá, com Washington acompanhando a situação no Afeganistão. 

Os mísseis de cruzeiro, ao contrário dos balísticos, não são visados pelas resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Não está claro se a Coreia do Norte domina a tecnologia necessária para construir ogivas nucleares pequenas o suficiente para serem transportadas em um míssil de cruzeiro, mas o líder Kim Jong Un disse no início deste ano que desenvolver bombas menores é o objetivo principal.

Se a Coreia do Norte estiver tentando carregar uma ogiva nuclear em um míssil de cruzeiro, o Japão enfrentará um sério desafio de segurança. 

O secretário-chefe de Gabinete Katsunobu Kato disse em entrevista que a ação da Coréia do Norte "coloca em risco a paz e a segurança regionais".

"Este seria o primeiro míssil de cruzeiro na Coreia do Norte a ser explicitamente designado como uma função 'estratégica'", disse Ankit Panda, pesquisador sênior do Carnegie Endowment for International Peace, dos Estados Unidos. "Este é um eufemismo comum para sistema com capacidade nuclear", publicou a Reuters. 

Diplomatas do Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul devem se reunir nesta terça-feira (14) para discutir como retomar as negociações de desnuclearização entre Washington e Pyongyang. 

O teste dos mísseis não teve a presença do ditador Kim Jong Un, mas foi acompanhado por Pak Jong Chon, um assessor próximo de Kim, o qual teria sido promovido ao Politburo do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coréia no início deste mês.

Pak foi citado pela agência estatal coreana dizendo: "Esta é outra grande manifestação das tremendas capacidades da ciência e tecnologia de defesa e da indústria de munições de nosso país."

Os Estados Unidos continuam preparados para se envolver com a Coreia do Norte, disse uma porta-voz da Casa Branca na segunda-feira, apesar do teste do novo míssil de cruzeiro de longo alcance no fim de semana.

"Nossa posição não mudou no que diz respeito à Coreia do Norte, continuamos preparados para o engajamento", disse a repórteres a principal vice-secretária de imprensa, Karine Jean-Pierre.

O Comando Indo-Pacífico dos militares dos EUA (INDOPACOM) disse que a atividade destacou o "foco contínuo da Coreia do Norte no desenvolvimento de seu programa militar e nas ameaças que representam para seus vizinhos e para a comunidade internacional".

Comentando nas Nações Unidas em Nova York, o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, disse aos repórteres: "Vimos esses relatórios e acho que é mais um lembrete de que o envolvimento diplomático é a única maneira de alcançar a paz sustentável e desnuclearização completa e verificável na Península Coreana."


Foto: Reuters
A Academy of National Defense Science conduz testes de mísseis de cruzeiro de longo alcance na Coreia do Norte, conforme retratado nesta combinação de fotos sem data fornecida pela Agência Central de Notícias da Coreia do Norte (KCNA)
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