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Atami: 2 mortos, 20 desaparecidos, 21 mil evacuados, e há risco de novos desastres

Até o momento foram resgatadas 10 pessoas de suas casas

Crédito: Redação - 04/07/2021 - Domingo, 08:40h
Shizuoka – Duas pessoas morreram e 20 continuam desaparecidas após o fluxo de detritos ocorrido no sábado (3) em Atami destruir mais de 10 casas e carros, disseram autoridades locais. Os corpos encontrados no porto são de duas mulheres.

Alguns vídeos postados na internet mostram o momento em que o deslizamento ocorre, numa mistura de lodo, areia e partes de residências, avançando com toda velocidade, publicou a Kyodo News. 

Testemunhas disseram que o barulho do fluxo de detritos foi estrondoso. 

O deslizamento de terra percorreu cerca de 2 quilômetros até atingir a costa, segundo as autoridades. 

Pelo menos 21.000 famílias em Atami foram obrigadas a evacuar logo que o governo local emitiu alerta de risco de novos deslizamentos de terra. 

Cerca de 300 famílias foram prejudicadas diretamente pelo deslizamento de sábado, segundo o prefeito Sakae Saito. 

As autoridades estão investigando os danos, mas estima-se que o fluxo tenha destruído cerca de 80 casas pelo caminho. 

Pessoas que vivem em penhascos, encostas e perto de rios estão sendo solicitadas a evacuar para locais seguros, segundo a NHK. 

Masaru Isei, 70, que mora a cerca de 50 metros do local do deslizamento, disse que é a primeira vez que testemunha um deslizamento de terra. Por volta das 10h45 ele ouviu um estrondo e ao abrir a janela do segundo andar de sua casa, viu que o galpão de armazenamento havia sido varrido e um carro afundado no lodo. 

A velocidade com que desceu o fluxo de detritos foi estimada em 40 quilômetros por hora por Motoyuki Ushiyama, professor do Centro Universitário de Shizuoka para Pesquisa Integrada e Educação em Riscos Naturais.

O ponto onde ocorreu o desastre é uma área de alerta, disse Ushiyama, lembrando que já chovia há um certo tempo em Shizuoka. 

Para Fumitoshi Imaizumi, professor de engenharia de controle de erosão da Universidade de Shizuoka, a área de Atami tem acúmulo de sedimentos vulcânicos nas encostas. 

Com o volume alto de chuva, então foram criadas condições para que o deslizamento ocorresse, segundo ele. 

As equipes de resgate ainda procuram pelos desaparecidos. Os bombeiros também receberam 10 ligações de pessoas presas em suas casas devido ao desastre, segundo a Kyodo. A NHK publicou que pelo menos 10 pessoas foram resgatadas dos escombros. 

O fluxo de detritos fez com que o primeiro-ministro Yoshihide Suga convocasse uma reunião de emergência em seu gabinete no sábado à noite, orientando a todos para trabalharem com as autoridades locais para averiguar os danos e as necessidades da população, alertando a todos para evacuar. 

Antes do acidente, a chuva torrencial que castigou especialmente Shizuoka e Kanagawa já havia provocado a suspensão do trem-bala entre Tóquio e Shin-Osaka, segundo a Central Japan Railway Co. Mas a NHK noticiou que após verificada a segurança da linha os trens voltaram a operar neste domingo. 

CHUVA

A Agência Meteorológica do Japão pediu cautela máxima e que o público fique atento quanto a deslizamentos de terra, inundações e rios transbordando.
Na cidade de Atami.

No período de 72 horas até 11 da manhã de sábado, a precipitação ultrapassou 400 mm em Atami, que foi a maior da história de observação em julho. Outros recordes foram marcados: 790 milímetros de chuva foram registrados em Hakone, província de Kanagawa, e mais de 550 mm registrados em Gotemba, província de Shizuoka, disse a agência.

Os governos das províncias de Ibaraki e Quioto alertaram os residentes sobre desastres relacionados aos sedimentos.

A previsão é de que as nuvens carregadas se movam neste fim de semana em direção à costa do Mar do Japão, mas atingindo grandes áreas com chuvas torrenciais até segunda-feira (5). 

A previsão até a manhã de segunda-feira é a seguinte: 

120 mm em Hokuriku, Tokai e norte de Kyushu,
100 mm na região de Chugoku.

Deve continuar chovendo nos próximos dias. A previsão até a manhã de terça-feira (6) é a seguinte: 

100 mm a 150 mm na região de Chugoku e norte de Kyushu,
50 a 100 mm em Hokuriku, Tokai e Kinki.


Foto: Reprodução/ANN News 

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