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Túmulo coletivo recebe as primeiras cinzas de brasileiros falecidos no Japão

Cerimônia coletiva marca inauguração oficial do Memorial Restart Community, em Tóquio

Crédito: Redação - 14/06/2021 - Segunda, 16:04h
Tóquio - O recém-inaugurado Memorial Restart Community recebeu, no sábado (12), as cinzas de três brasileiros falecidos no Japão, e cujas famílias não possuem jazigo no país. Eles residiam em Gunma, Saitama e Aichi, e foram os primeiros a entrarem no cemitério coletivo construído a partir de um convênio entre o projeto Restart Community e o cemitério Tama Hachioji Rein. 

As cinzas foram recebidas com um culto coletivo, do qual participaram o padre Juan Mesia (da CTIC Catholic Tokyo International Center) e o pastor Gessival Barbosa (da Assembleia de Deus Ministério do Belém).

O Memorial foi construído no cemitério em Hachioji (Tóquio) para servir como jazigo coletivo. A princípio, será cobrado o valor de 40 mil ienes para armazenar as cinzas no local, porém, é possível fazer consultas individuais no caso de dificuldades financeiras. 

O jazigo tem espaço para abrigar cerca de 200 urnas. O nome dos mortos não estará inscrito no mausoléu, porém a família receberá um comprovante de que as cinzas se encontram guardadas no local.

O terreno do Memorial foi emprestado pelo monge budista Shigeru Ishige, dono do cemitério. Ele tem uma longa carreira política e esteve no Brasil por cinco vezes quando jovem.

O projeto nasceu a partir da constatação de que, após mais de 30 anos do início do movimento decasségui e envelhecimento da comunidade, as pessoas não têm um túmulo para abrigar as suas cinzas. Em alguns casos, os restos mortais do falecido estariam sendo temporariamente depositados na casa de amigos ou em igrejas.

Quem tiver interesse em armazenar as cinzas no Memorial pode entrar em contato com a ONG Nihon Kaigai Kyokai (JOC) ou o Brazilian Business Group Asia Japan (BBG), que encabeçam o projeto. “O sonho de nossos antepassados que foram para o Brasil era retornar ao Japão. Porém, não foi isso o que aconteceu. Os imigrantes japoneses só começaram a prosperar quando encontraram uma maneira digna de enterrar seus mortos”, diz Hidekichi Hashimoto, CEO da BBG Japan. “Creio que conosco está ocorrendo o mesmo. É fundamental definir em vida onde irá depositar suas próprias cinzas.”

Segundo Hashimoto, a proposta do túmulo coletivo é levar as pessoas a esse tipo de reflexão. Também é preciso observar a lei. 

A atual legislação japonesa sobre cremação estabelece regras quanto à destinação das cinzas. Elas não podem ficar guardadas em casa nem ser lançadas em qualquer lugar. 

Com o memorial, ele acredita ser possível oferecer dignidade para as famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade e não têm como adquirir um jazigo particular no Japão.  


Serviço 
Memorial Restart Community
Cemitério Tama Hachioji Rein 
〒192-0004 Tóquio Hachioji-shi Kasumimachi 2-399


Fotos Cedidas/Alternativa 
Familiares dos falecidos participam de cerimônia coletiva no Memorial Restart Community, em Hachioji


Pastor Gessival Barbosa, da Assembleia de Deus Ministério de Belém

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