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Japão e EUA buscam acordo para normalizar fornecimento de chips

O primeiro-ministro Yoshihide Suga vai se encontrar com o presidente Joe Biden em 16 de abril

Crédito: Reuters - 03/04/2021 - Sábado, 12:47h

Tóquio - Japão e Estados Unidos vão cooperar no fornecimento de peças essenciais para fabricação de chips, visando um acordo quando os líderes dos dois países se reunirem este mês, informou o jornal Nikkei na sexta-feira (2).

O primeiro-ministro Yoshihide Suga deve se tornar o primeiro líder estrangeiro a visitar os Estados Unidos desde que o presidente Joe Biden assumiu o cargo. A reunião, originalmente marcada para 9 de abril, foi adiada para 16 de abril, disse o secretário-chefe do gabinete japonês.

A visita ocorre num momento em que a escassez global de semicondutores pressiona montadoras norte-americanas e outros fabricantes, forçando-os a cortar a produção. A questão se tornou importante para formuladores de política econômica e externa, que se preocupam com os riscos econômicos e de segurança decorrentes da escassez.

Autoridades de Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão discutiram preocupações sobre a escassez em uma reunião na sexta-feira, disse um importante funcionário do governo dos EUA.

"Seria justo dizer que nossos três países detêm muitas das chaves para o futuro da tecnologia de fabricação de semicondutores e buscaremos afirmar a importância de manter seguras essas sensíveis cadeias de abastecimento", disse o funcionário a repórteres.

Suga deve deixar o Japão em 15 de abril e partir de Washington em 17 de abril, disseram duas fontes do governo à Reuters.

O encontro com Biden foi adiado por causa das circunstâncias do lado norte-americano, disse o Nikkei.

SETOR VULNERÁVEL
Um novo estudo de um grupo da indústria dos Estados Unidos descobriu que a cadeia global de suprimentos de semicondutores se tornou cada vez mais vulnerável a desastres naturais e interrupções geopolíticas porque os fornecedores estão mais concentrados em regiões distintas.

O relatório foi feito em meio à escassez global de chips que começou atingindo fábricas em Taiwan no final do ano passado, mas desde então foi exacerbada por um incêndio em uma importante fábrica no Japão, além do clima congelante que cortou fornecimento de energia no Texas e da piora da seca em Taiwan este ano.

A fabricação de chips modernos envolve mais de mil etapas e requer propriedade intelectual complexa, ferramentas e produtos químicos de todo o mundo. Mas a Associação da Indústria de Semicondutores, que representa a maioria dos fabricantes de chips dos EUA, disse na quinta-feira que encontrou mais de 50 pontos na cadeia de suprimentos em que uma única região tem mais de 65% do mercado.

A propriedade intelectual e o software para projetar chips de ponta, por exemplo, são dominados pelos Estados Unidos, enquanto os gases especiais essenciais para a fabricação de chips vêm da Europa. E a fabricação dos chips mais avançados está totalmente localizada na Ásia - 92% dela em Taiwan.

Se Taiwan não conseguir fabricar chips por um ano, isso custaria à indústria global de eletrônicos quase meio trilhão de dólares em receita, conclui o relatório: "A cadeia global de suprimentos de eletrônicos iria parar."

Ainda assim, alerta o levantamento, uma abordagem em que os governos tentam replicar a cadeia de abastecimento internamente é inviável porque custaria 1,2 trilhão de dólares globalmente, com até 450 bilhões desse custo apenas nos Estados Unidos, o que faria o preço dos chips para disparar.

Em alguns casos, porém, o estudo defende incentivos para a criação de uma "capacidade mínima viável" em regiões que carecem de qualquer parte da cadeia de abastecimento.

No caso de EUA e Europa, isso significaria novas fábricas de chips avançados para equilibrar a concentração em Taiwan e na Coreia do Sul.

"Não temos fabricação de semicondutores suficiente nos EUA... E isso precisa ser consertado com a ajuda do governo dos EUA", disse John Neuffer, diretor-executivo da associação.

Foto: Reuters
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