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Pelo menos 18 morrem em Mianmar em dia mais sangrento de protestos contra golpe

O escritório de direitos humanos da ONU citou que outras 30 pessoas ficaram feridas

Crédito: Reuters - 01/03/2021 - Segunda, 10:40h
Mianmar - A polícia de Mianmar disparou contra manifestantes em todo o país no domingo (28), no dia mais sangrento das semanas de protestos contra um golpe militar, e pelo menos 18 pessoas foram mortas, disse o escritório de direitos humanos da ONU.

A polícia entrou em ação mais cedo e abriu fogo em diferentes partes de Yangon, maior cidade do país, depois que granadas de choque, gás lacrimogêneo e tiros para o ar não conseguiram dispersar as multidões. Os soldados também deram reforço à polícia.

Vários feridos foram arrastados por outros manifestantes, deixando manchas de sangue nas calçadas, mostraram imagens da mídia. Um homem morreu após ser levado a um hospital com uma bala no peito, disse um médico que pediu para não ser identificado.

"A polícia e as forças militares enfrentaram manifestações pacíficas, usando força letal... o que --de acordo com informações confiáveis recebidas pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU-- deixou pelo menos 18 mortos e mais de 30 feridos", disse o escritório de direitos humanos da ONU.

Mianmar vive um caos desde que o Exército tomou o poder e prendeu a líder eleita Aung San Suu Kyi e grande parte de sua liderança partidária em 1º de fevereiro, alegando fraude em uma eleição de novembro que seu partido venceu por larga margem.

A Reuters solicitou comentários da polícia e de porta-vozes militares, mas não obteve resposta.

O comandante do Exército, Min Aung Hlaing, disse na semana passada que usaria o mínimo de força para conter os protestos, mas 21 manifestantes morreram até agora. De acordo com as Forças Armadas, um policial morreu.

DEMOCRACIA

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, disse: "Exorto a comunidade internacional a se unir e enviar um sinal claro às Forças Armadas de Mianmar para respeitar a vontade pública expressa nas eleições e acabar com a opressão."

A Embaixada dos Estados Unidos também se manifestou: "Estamos profundamente tristes com a perda de muitas vidas." 

A Indonésia, que está liderando a coordenação dentro da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), também expressou grande preocupação.

O Reino Unido disse no domingo que a escalada da violência contra manifestantes em Mianmar é abominável e pediu aos líderes militares do país que restaurem a democracia.

"Ao lado de EUA e Canadá, o Reino Unido agiu impondo sanções de direitos humanos contra nove oficiais militares de Mianmar, incluindo o comandante-chefe do país, pelo papel deles no golpe", disse uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido.

"Estamos seguros de que essa violência deve parar e a democracia, ser restaurada."

QUANTOS CORPOS?

Um dia antes de ser morto, o engenheiro de rede de internet Nyi Nyi, Aung Htet Naing, postou no Facebook sobre a cada vez mais violenta repressão militar aos protestos pró-democracia em Mianmar.

"De quantos corpos a ONU precisa para tomar uma ação", questionou ele.

Naing foi um dos primeiros mortos a tiros na maior cidade de Mianmar, Yangon, no domingo, dia mais sangrento desde o golpe de 1º de fevereiro que tem gerado protestos diários contra a junta e exigido a libertação da líder eleita Aung San Suu Kyi.


Foto: Reuters


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