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Especialista japonês na OMS não acredita na versão chinesa para o início da pandemia

As autoridades da China alegam que o vírus entrou no país em embalagens de congelados

Crédito: Redação - 23/02/2021 - Terça, 16:06h
Tóquio – O microbiologista Ken Maeda, que integrou uma equipe da Organização Mundial de Saúde em visita a Wuhan no início do mês, disse que não acredita na insistência da China de que o coronavírus tenha vindo do exterior.  

A equipe de especialistas esteve no gigante asiático para descobrir sobre o início da pandemia em Wuhan, de onde os casos de Covid-19 se espalharam para a China e o mundo. 

Maeda disse em entrevista para a Kyodo News a importância de uma investigação adicional em locais-chave no epicentro da pandemia. 

Para o microbiologista japonês, a possibilidade de que o vírus chegasse a Wuhan em embalagens de alimentos congelados, como alegam os chineses, não é tão alta. 

Maeda afirmou que durante a visita havia uma “lacuna de percepção” entre o grupo da OMS e seus colegas chineses, ainda que ele acredite que o governo da China “não tivesse a intenção de encobrir” informações, o qual acabou fornecendo dados apropriadamente. 

No dia 9 de fevereiro, o governo chinês disse em entrevista a jornalistas que a equipe da OMS deveria incluir como item de investigação os produtos congelados. 

A equipe da OMS visitou um laboratório de pesquisa, de onde supostamente o coronavírus teria escapado acidentalmente, e o mercado onde os primeiros casos da Covid-19 foram registrados. 

Embora quisesse analisar os animais comercializados naquele mercado para saber se poderiam ter transmitido o vírus aos humanos, a China argumentou que não existiam animais no local. Mas no início do ano passado a China indicou que o comércio ilegal de animais selvagens podia ter sido a fonte de propagação do coronavírus. 

No mercado de Wuhan, animais como morcegos e cobras eram vendidos ao lado de frutos do mar, e o local está fechado desde janeiro de 2020. 

Mas a OMS suspeita que havia mamíferos no mercado e que a equipe de investigadores pediu à China informações sobre o comércio no mercado, sem sucesso.

“Tem muitas coisas que queremos saber e permanecem muitos desafios”, comentou o microbiologista. 

Com base nas análises feitas na China, a OMS descartou a tese defendida pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o vírus havia escapado do Instituto de Virologia de Wuhan. 

A equipe, porém, não conseguiu determinar como iniciou o surto no final de 2019, e como os morcegos, tidos como hospedeiros, transmitiram o vírus para humanos. 

O surto inicial então foi declarado como uma pandemia pela OMS nos primeiros meses de 2020, deixando até agora mais de 111 milhões de pessoas infectadas e matando mais de 2,4 milhões no mundo, conforme dados da Universidade Johns Hopkins. 


Foto: iStockphoto 

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