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EUA ainda não estão a salvo enquanto pandemia se aproxima dos 500 mil mortos no país

Israel relaciona a volta à normalidade com a emissão de um comprovante de vacinação entre seus cidadãos

Crédito: Reuters - 22/02/2021 - Segunda, 15:44h
Washington - Apesar da recente queda no número de casos de Covid-19, os Estados Unidos se preparam para enfrentar na próxima semana a importante marca de meio milhão de mortes pela doença, quase um ano após a pandemia do novo coronavírus assolar o país com crises sanitária e econômica ao mesmo tempo. 

Embora o número de casos de Covid-19 tenha recuado pela quinta semana consecutiva e autoridades estejam correndo para imunizar a população, a nação se prepara para em breve chegar aos 500 mil mortos pela doença respiratória altamente contagiosa. 

"Não é como nada que tenhamos visto nos últimos 102 anos desde a pandemia de influenza de 1918... É realmente uma situação terrível pela qual passamos - e ainda estamos passando," disse o doutor Anthony Fauci, conselheiro médico de Covid-19 para a Casa Branca e principal especialista em doenças infecciosas do país, ao programa da CNN "State of the Union" no domingo (21).

A Casa Branca disse que fará uma homenagem às vítimas, mas não apresentou um comentário sobre os planos. O presidente Joe Biden homenageou no mês passado os mortos por Covid-19 na véspera de sua posse com uma cerimônia ao pôr-do-sol na piscina refletora do Memorial Lincoln.

Biden irá usar "sua própria voz e plataforma para tomar um momento para lembrar as pessoas cujas vidas foram perdidas, as famílias que ainda estão sofrendo... no que ainda é um momento difícil neste país", disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, a jornalistas na sexta-feira. 

Mais de 28 milhões de casos de Covid-19 atingiram os Estados Unidos e 497.862 pessoas morreram pela doença, mesmo com a média diária de mortes e hospitalizações caindo para os níveis mais baixos desde os feriados de Ação de Graças e Natal.

O vírus tirou um ano inteiro da expectativa de vida média nos Estados Unidos, a maior queda desde a Segunda Guerra Mundial. 

Embora a queda "seja ótima... ainda estamos em um nível muito alto", disse Fauci em entrevista separada no programa "Meet the Press" da rede NBC News. "Queremos colocar a linha realmente lá embaixo antes de começarmos a pensar que estamos a salvo". 

Fauci disse à CNN que os americanos ainda poderão precisar de máscaras em 2022 mesmo com outras medidas para conter a propagação do vírus fiquem mais afrouxadas e enquanto as vacinas são distribuídas, e elas poderão precisar de uma dose extra dependendo de como as variantes do vírus aparecerem.

Menos de 15% da população norte-americana recebeu pelo menos uma dose da vacina, com quase 43 milhões tendo recebido pelo menos uma dose e 18 milhões recebendo a segunda, mostram as estatísticas dos EUA.

COMPROVANTE DE VACINA EM ISRAEL 

Israel reabriu setores de sua economia no domingo, incluindo shopping centers e instalações de lazer, com o governo dizendo que o início da volta à rotina normal é possível por conta das vacinas contra a Covid-19 distribuídas para quase metade da população.

As lojas estavam abertas para todos. Mas o acesso a academias, hotéis e teatros estava limitado para as pessoas com o chamado "Green Pass": os que já tomaram as duas doses da vacina há pelo menos uma semana, ou que tenham se recuperado da doença e tenham imunidade presumida. 

Os detentores do passe podem provar seu status apresentando um certificado de vacinação ou baixando um aplicativo do Ministério da Saúde ligado aos seus arquivos médicos.

Exatamente um ano após o primeiro caso documentado de coronavírus em Israel, o afrouxamento das restrições no domingo é parte de um plano do governo para reabrir a economia mais amplamente no próximo mês, quando o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, concorre à reeleição.

"Somos o primeiro país no mundo que está ressuscitando graças às milhões de vacinas que trouxemos", disse ele no Twitter. "Vacinado? Pegue o Green Pass e volte à vida normal". 

CAMINHONEIROS NA EUROPA

Caminhoneiros voltando para a França do Reino Unido não precisarão de testes de coronavírus se eles tiverem passado menos de 48 horas no país, afirmou o Secretário de Transportes do Reino Unido, Grant Shapps, no domingo.

A França exigiu em dezembro que caminhoneiros viajando do Reino Unido para a França precisam apresentar um resultado de teste de Covid negativo, como medida para reduzir a propagação de uma variante mais contagiante do coronavírus que havia sido encontrada em Kent, no sudeste da Inglaterra. 

"Eu aceitei maior flexibilidade nos testes para os transportadores viajando do Reino Unido à França", disse Shapps no Twitter. 

"Caminhões retornando à França a partir do Reino Unido, que passaram menos de 48 horas no Reino Unido, não precisarão mais apresentar testes de coronavírus."

RESTRIÇÃO

O secretário de Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, disse que as medidas duras nas fronteiras e o rastreamento de contato aprimorado parecem ter restringido a propagação das variantes do coronavírus do Brasil e da África do Sul.

Hancock afirmou que um plano para aliviar o terceiro lockdown nacional na Inglaterra, que será publicado nesta segunda-feira (22), precisará dar tempo para a análise de dados, já que o governo ainda está preocupado que as variantes possam prejudicar o andamento da vacinação no país. 

Ele disse, no entanto, ao canal Sky News, que os primeiros sinais são animadores. 

"Há evidências de que as medidas que estamos tomando, tanto no rastreamento melhorado de contatos e as medidas mais rígidas na fronteira,... elas estão funcionando e que agora temos uma vigilância muito mais forte em vigor."

O primeiro-ministro, Boris Johnson, irá apresentar o plano na segunda-feira, com um início mais rápido do que o esperado no programa de vacinação do Reino Unido.

"É muito importante ver o impacto dos passos que estamos dando", disse Hancock, ainda sobre os próximos passos. "Queremos estabelecer um plano que dê orientação às pessoas... Também estaremos absolutamente vigilantes em relação aos dados no caminho", disse. 

"Nós já vimos atualmente outras novas variantes das quais, felizmente, há muito, muito, muito pouco no país agora, mas precisamos nos proteger contra elas", acrescentou.


Foto: Reuters




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