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Japão já considera cancelar as Olimpíadas de Tóquio devido ao coronavírus, segundo jornal britânico

Até aliados do governo pedem o adiamento da competição

Crédito: Redação - 25/01/2021 - Segunda, 09:44h
Tóquio – Enquanto Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), divulga uma mensagem em vídeo expressando sua determinação em realizar as Olimpíadas e Paraolímpicas de Tóquio, segundo noticiou a Reuters, parece que o próprio Japão não acredita mais nisso.

O jornal The Times noticiou na sexta-feira (22) que o governo japonês havia concluído informalmente que as Olimpíadas de Tóquio deveriam ser canceladas devido à pandemia. 

Em resposta, Yasuhiro Yamashita, presidente do Comitê Olímpico Japonês (JOC), considerou a informação errada e ridícula de se comentar.

"Gostaríamos de negar totalmente (a notícia) dizendo que não há verdade (sobre o cancelamento)", disse o vice-chefe do gabinete, Manabu Sakai, em uma entrevista coletiva.

Bach não mencionou diretamente a reportagem do Times e disse estar confiante de que as Olimpíadas seriam realizadas conforme planejado. "Já se passaram seis meses antes da inauguração, e todo o movimento olímpico está ansioso pela cerimônia de abertura em 23 de julho", disse ele.

"Trocamos pontos de vista com os Comitês Olímpicos Nacionais em 206 países e regiões hoje, e todos os comitês estão ansiosos pelas Olimpíadas e trabalhando para o evento. Também estamos recebendo total apoio do governo japonês."

"Conversei com todos os membros do COI ontem, mas todos estão determinados a fazer das Olimpíadas a luz do fim do túnel", disse ele. "Todas as perspectivas são boas e estamos trabalhando duro. É sobre como manter os Jogos com segurança e garantindo a segurança de todos os participantes."

Ao fazer das Olimpíadas um "grande negócio", Bach destacou que eventos esportivos de grande escala já estão ocorrendo em todo o mundo, embora a vacinação contra a nova vacina corona não seja generalizada.

O organizador do torneio está considerando "todos os cenários" e disse que tem uma ampla gama de contramedidas que podem ser implementadas dependendo da situação da infecção. “Inclui regras de imigração e quarentena, distância social na Vila Olímpica, testes rápidos, vacinação e o que fazer com os espectadores”, disse ele.

"Não há tabu em considerar medidas para tornar o torneio seguro para todos", disse ele.

JAPÃO 

O jornal britânico Times citou um membro sênior da coalizão governante para divulgar que o Japão já concluiu que os jogos terão de ser cancelados, citando que o foco do governo japonês então estaria na realização das Olimpíadas em 2032. 

O Japão registra pouco mais de 366 mil infecções por coronavírus e vem anotando um crescente número de casos de Covid-19.

As últimas pesquisas indicam que 80% dos japoneses querem que os jogos sejam cancelados por temor de que o fluxo de pessoas – atletas e visitantes – espalhe ainda mais o vírus, segundo a Kyodo News.  

Ainda que a fonte governamental tenha dito ao The Times que o governo japonês está buscando uma maneira de se preservar, ao anunciar um possível cancelamento, deixando assim uma porta aberta para uma data posterior, ninguém quer ser o primeiro a anunciar o fim dos jogos. 

“O consenso é que é muito difícil", disse a fonte ao The Times. "Pessoalmente, não acho que isso vá acontecer."

Os organizadores dos jogos não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre o relatório.
 
A previsão do governo japonês é de iniciar os Jogos Olímpicos no dia 23 de julho, com o primeiro-ministro Yoshihide Suga dizendo que o evento "trará esperança e coragem para o mundo".

OPOSIÇÃO 

Já os partidos de oposição no Japão querem o cancelamento ou adiamento dos jogos, segundo o jornal The Asahi.  

Kazuo Shii, do Partido Comunista Japonês, apontou para a possibilidade de que as vacinações contra a COVID-19 não se espalhem para todas as nações a tempo das Olimpíadas. Ele também observou a dificuldade de enviar grande número de pessoal médico para os atletas e torcedores nos Jogos.

O governo japonês, porém, sugere três opções em relação ao número de espectadores nas instalações olímpicas, que são: sem limite de público, 50% da capacidade e sem ventiladores.

Consta que o governo deverá definir qual alternativa será mais viável até o final de março. 

Caso seja permitida a entrada de expectadores estrangeiros, o governo usará aplicativos de reconhecimento facial e de rastreamento. 

O comitê japonês segue considerando que não haverá nenhuma restrição imposta aos espectadores. Mas já pensa na criação de um sistema de computador que administre a venda de 50% dos ingressos para as disputas. 

A alternativa de realizar os jogos sem espectadores pode ser feita até julho, segundo fontes, o que aliviaria o peso do governo em implantar medidas de prevenção de infecções nas instalações olímpicas. 

O problema é que a opção “zero espectadores” resultará na perda de 90 bilhões de ienes em receitas de ingressos. 

Até um aliado de Suga, Ichiro Matsui, prefeito de Osaka, do Partido da Inovação do Japão, pede que o país negocie com o COI sobre a transferência dos jogos para 2024. 


Foto: iStockphoto 
Símbolo dos Jogos Olímpicos na sede do Governo Metropolitano de Tóquio 





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