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Mais de 30 pessoas morrem na Coreia do Sul após tomar vacina contra influenza

As autoridades disseram não ter encontrado nenhuma ligação direta entre as mortes e as vacinas

Crédito: Reuters - 23/10/2020 - Sexta, 17:45h

Seul - Mais de 30 pessoas morreram na Coreia do Sul após tomar vacina contra influenza, mas as autoridades locais se recusaram a suspender a vacinação, apesar dos crescentes pedidos, incluindo um apelo de um grupo importante de médicos.

As autoridades de saúde disseram não ter encontrado nenhuma ligação direta entre as mortes e as vacinas, apesar do número de óbitos incomum.

As pessoas que morreram, incluindo um menino de 17 anos, fizeram parte de uma campanha para imunizar 19 milhões de adolescentes e idosos gratuitamente, disse a Agência de Prevenção e Controle de Doenças da Coreia (KDCA).

“O número de mortes aumentou, mas nossa equipe vê pouca possibilidade de que as mortes resultaram das injeções”, disse o diretor da agência, Jeong Eun-kyeong, ao Parlamento.

A Coreia do Sul encomendou um quinto a mais de vacinas contra a influenza este ano para evitar o que chama de “twindemia”, ou a perspectiva de que as pessoas com gripe desenvolvam complicações por coronavírus e sobrecarreguem os hospitais no inverno.

“Eu entendo e lamento que as pessoas estejam preocupadas com a vacina”, disse o ministro da Saúde, Park Neung-hoo, que confirmou que o programa gratuito iria prosseguir.

“Estamos investigando as causas, mas novamente examinaremos completamente todo o processo no qual várias agências governamentais estão envolvidas, desde a produção até a distribuição.”

Os fornecedores de vacinas incluem empresas nacionais como GC Pharma, SK Bioscience, Korea Vaccine e Boryung Biopharma, uma unidade da Boryung Pharm juntamente com a francesa Sanofi.

Eles fornecem tanto o programa gratuito quanto os serviços pagos que, juntos, visam vacinar cerca de 30 milhões de uma população de 52 milhões.

Não ficou imediatamente claro se alguma das vacinas fabricadas na Coreia do Sul era exportada ou se as fornecidas pela Sanofi também estavam sendo usadas em outro lugar.

A Associação Médica Coreana, um grupo influente de médicos, pediu para o governo suspender todos os programas de vacinação por enquanto, para acalmar as preocupações do público e garantir que as vacinas sejam seguras.

Kim Chong-in, líder do principal partido da oposição, o Poder do Povo, queria que o programa fosse interrompido até que as causas das mortes fossem verificadas.

Mas as autoridades de saúde disseram que uma investigação preliminar em seis mortes não encontrou nenhuma ligação direta com as vacinas, nem substâncias tóxicas.

Os dados do KDCA na quinta-feira mostraram que pelo menos sete das nove pessoas investigadas tinham doenças.

SUSPENSÃO ANTECIPADA
O programa gratuito tem se mostrado controverso desde que começou no mês passado. O lançamento foi suspenso por três semanas após a descoberta de que cerca de 5 milhões de doses foram mantidas em temperatura ambiente, em vez de serem refrigeradas, conforme necessário.

Autoridades disseram que 8,3 milhões de pessoas foram vacinadas desde que o programa foi retomado em 13 de outubro, com cerca de 350 casos de reações adversas relatados.

Um programa pago separado permite que os compradores escolham entre um grupo maior de empresas que produzem vacinas.

Até agora, o maior número de mortes na Coreia do Sul por causa da vacina contra influenza foi seis, em 2005, segundo a agência de notícias Yonhap. As autoridades disseram que as comparações com os anos anteriores são difíceis, já que mais pessoas estão tomando a vacina este ano.

Foto: Reuters
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