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A sua senha é segura? Confira dicas de proteção

Cuidado com os seus aplicativos que ficam logados em computadores, tablets e smartphones

Crédito: Redação - 21/10/2020 - Quarta, 16:28h

Tóquio - Assim como um contrato qualquer que um dia termina, a senha criptografada também possui seu limite. Cada vez que a tecnologia se desenvolve na linha do tempo, a proteção de alguma senha, arquivo, envio de mensagens, ou a criptografia - algoritmo para codificar e decodificar dados para protegê-los - vai tornando-se obsoleta.

A senha que era utilizada com 4 dígitos para abrir a sua conta de e-mail há 20 anos e com a hardware existente naquela época, levava-se anos para decobri-la utilizando a chamada “Força Bruta” com tentativas e erros, mas hoje seria facilmente quebrada em segundos.

Se pudéssemos repetir os números (9999 por exemplo), pela matemática teríamos a seguinte probabilidade, de zero (0) a nove (9): 10x10x10x10, ou 10.000 possibilidades.

Assim, alguns anos se passaram e começaram a exigir no mínimo 8 caracteres misturando números, letras maiúsculas e minúsculas para retardar e dificultar a quebra da senha.

Vamos às probabilidades apenas com o alfabeto e números (alfanumérico). Para efeito de comparação, mesmo com 4 caracteres seriam utilizados 26 caracteres minúsculos mais 26 maiúsculos e mais 10 números somando 62. Então 62x62x62x62 totalizariam 14.776.336 possibilidades.

Utilizando-se então 8 caracteres, as possibilidades aumentariam para aproximadamente 218 trilhões.

Em 2017, 5% das invasões ocorreram utilizando a Força Bruta.

A maioria das invasões foi com base em dados adquiridos das vítimas e que se apoderaram de alguma forma do login com o uso de câmeras escondidas, softwares espiões de teclado, bisbilhotando documentos pessoais e anotações deixadas na mesa.

Atualmente, estão solicitando a autenticação denominada de “duas etapas”. Na primeira utiliza-se normalmente o seu usuário e senha. Na segunda, é enviado um outro código via SMS para o seu celular, e para completar, precisa adicionar o número recebido no login impedindo o acesso de pessoas que adquiriram a sua senha em algum momento.

Clonar o seu celular seria um meio de conseguir o código enviado na segunda etapa, por isso, sempre proteja o seu dispositivo de alguma outra forma que não seja uma senha.

Pode ser via a sua digital ou reconhecimento facial.

Alguém poderá dizer que a digital pode ser clonada utilizando o silicone e que pode ser utilizado uma foto do dono do celular para o reconhecimento facial.

Atualmente, já existe o reconhecimento facial em 3D e com sensor de temperatura, ou seja, o equipamento acusa o rosto com profundidade e exige que a temperatura corpórea seja acima de 36 graus, acabando assim com a possibilidade do uso da foto.

Logo, nada estará 100% seguro. Apenas precisamos ser mais espertos, dificultando as investidas dos criminosos.

Dicas:
1) Crie uma senha forte. Utilize números, letras maiúsculas, minúsculas, caracteres especiais (exemplos: +&¨%$#) com no mínimo 12 caracteres.

Neste link (https://www.security.org/how-secure-is-my-password/) consegue-se calcular quanto tempo alguém levará para conseguir quebrar a sua senha com a tecnologia atual.

2) Nunca repasse a senha a terceiros, nem para o seu melhor amigo ou parente.

3) Utilizar a autenticação em duas etapas.

4) Cuidado com os seus aplicativos que ficam logados em computadores, tablets e smartphones. Sempre faça o logoff antes de sair de cada um deles.

5) Grandes bancos enviam alerta a cada transação. Faça também com que cada aplicativo envie um alerta a cada login.

6) Evite salvar senhas nos navegadores dos dispositivos.

7) Faça sempre backups dos seus dados em algum dispositivo de armazenamento que não fique conectado online. Exemplo: hard disk externo USB que possua a ferramenta de espelhamento, ou seja, dois discos fazendo a função de um. Quando um dos discos quebra, o outro continuará funcionando e avisa que um deles necessita ser trocado. E desligue quando não precisar utilizar.

Com isso pode-se proteger também do WannaCry, um malware ou ransomware que afeta os sistemas operacionais Windows.

Quando o PC é infectado pelo WannaCry, não é possível abrir os arquivos armazenados.

Foto: iStockphoto
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