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Dia 12 de outubro – Veja como os poetas famosos do Brasil prestam homenagem às nossas crianças

São eles: Vinicius de Moraes, Mario Quintana, Paulo Leminski, Pedro Bandeira, Fernando Pessoa e Cecília Meireles

Crédito: Redação - 12/10/2020 - Segunda, 10:52h
Brasília – No calendário do Brasil, no dia 12 de outubro é comemorado o Dia das Crianças. Quem já é adulto lembra com saudade dos tempos em que brincava com os pais, os avós, os amigos, os parentes distantes, dos brinquedos que ganhava, das histórias construídas no caminho. 

Muito já se falou sobre as crianças, a importância dessa fase no desenvolvimento humano. 

Mas muitos poetas que engrandeceram a literatura nacional já homenagearam os pequenos com versos que mostram bem como é o universo infantil. 

Vale a pena saber como Vinicius de Moraes, Mario Quintana, Paulo Leminski, Pedro Bandeira, Fernando Pessoa e Cecília Meireles juntaram palavras em versos para mostrar o mundo encantador das nossas crianças.

A Alternativa separou alguns dos mais belos, entre tantos publicados no blog Leiturinha. 

A porta – Vinicius de Moraes
Sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Não há nada no mundo
Mais viva que uma porta

Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado

Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão

Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Eu fecho tudo no mundo
Só vivo aberta no céu!

A Lua foi ao Cinema – Paulo Leminski
A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava para ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
– Amanheça, por favor!

Pontinho de Vista – Pedro Bandeira
Eu sou pequeno, me dizem,
e eu fico muito zangado.

Tenho de olhar todo mundo
com o queixo levantado.

Mas, se formiga falasse
e me visse lá do chão,
ia dizer, com certeza:
— Minha nossa, que grandão!

Poeminha do contra – Mario Quintana
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

Quando as crianças brincam – Fernando Pessoa
Quando as crianças brincam
E eu as oiço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar.

E toda aquela infância
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém.

Se quem fui é enigma,
E quem serei visão,
Quem sou ao menos sinta
Isto no coração.”

O Menino Azul – Cecília Meireles
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
– de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.

(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)


Foto: iStockphoto 




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