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Suga defende redução de tarifas de celular no Japão em até 40%

O governo quer que as tarifas caiam para ajudar a estimular os gastos em outros lugares

Crédito: Reuters - 16/09/2020 - Quarta, 11:44h

Tóquio - As tarifas de celular no Japão devem ser reduzidas em cerca de 40% em relação aos níveis atuais, disse Yoshihide Suga, o próximo primeiro-ministro que deve tomar posse ainda nesta quarta-feira (16).

Apesar da pressão do governo japonês sobre as operadoras para reduzir as tarifas, os usuários de celular continuam pagando altas contas pelo uso de internet e outros serviços.

O Japão chegou a proibir as operadoras de oferecer descontos pelos aparelhos em troca de contratos longos e tarifas altas, além de multa pela quebra de contrato.

Mesmo assim, os usuários não têm sentido alívio no bolso. Com a posse de Suga como primeiro-ministro, é possível que o Japão crie novas medidas para obrigar a redução de tarifas.

O governo quer que as tarifas de celular caiam para ajudar a estimular os gastos em outros lugares e impulsionar o consumo geral, que tem sido um ponto fraco na economia antes e durante a pandemia de coronavírus.

Suga também disse na mesma entrevista que uma das principais razões para o aumento acentuado do turismo receptivo que o Japão viu nos últimos anos foi a facilitação da obtenção de vistos.

FORMAÇÃO DO GOVERNO
Suga pareceu estar determinado a manter as políticas de seu antecessor Shinzo Abe preservando os principais ministros do gabinete e autoridades partidárias em seus postos, como havia prometido.

Suga, há tempos um aliado leal e secretário-chefe de gabinete de Abe, obteve uma grande vitória na eleição para a liderança do Partido Liberal Democrata (PLD) na segunda-feira. Ele prometeu levar adiante muitos dos programas de Abe, inclusive a “Abenomics”, sua estratégia econômica característica.

Ele enfrenta uma gama ampla de desafios, entre eles combater a Covid-19 enquanto reativa uma economia combalida e lida com uma sociedade que envelhece rapidamente --quase um terço da população tem mais de 65 anos.

O ministro das Finanças, Taro Aso, e o ministro das Relações Exteriores, Toshimitsu Motegi, provavelmente continuarão em seus cargos, de acordo com diversas reportagens. Yasutoshi Nishimura deve ser mantido no Ministério da Economia.

Especula-se que o ministro da Defesa, Taro Kono, assumirá o ministério da Reforma Administrativa, e Nobuo Kishi, que é parlamentar do PLD e irmão caçula de Abe, passará a comandar a Defesa, disse a agência de notícias Kyodo.

Toshihiro Nikai, que foi fundamental ao ajudar Suga a conquistar o apoio de membros do PLD e foi mantido como secretário-geral do partido, disse em uma coletiva de imprensa que a maior prioridade é lidar com o coronavírus, uma visão ecoada pelo principal formulador de políticas do partido, Hakubun Shimomura.

“Faremos tudo que pudermos para conseguir as vacinas e os remédios para proteger as vidas e a saúde do povo, além de apoiar instituições médicas”, disse Shimomura, um ex-ministro da Educação, acrescentando que reativar a economia terá um peso quase igual.

Suga pode indicar o ministro da Saúde, Katsunobu Kato, que se tornou bem conhecido do público ao capitanear os esforços do país para enfrentar o coronavírus, como secretário-chefe de gabinete, disse a Nippon TV. Kato é próximo de Suga, ao qual serviu como vice-secretário-chefe de gabinete.

“Muitos elementos diferentes são necessários”, disse Suga na segunda-feira ao ser indagado sobre quem deveria substituí-lo. “Um é seu entrosamento com o primeiro-ministro, mas pensando no todo, eles também precisam ter qualidades abrangentes, isso será o mais tranquilizador.”

É virtualmente certo que Suga será eleito premiê em uma votação parlamentar nesta quarta-feira por causa da maioria do PLD na câmara baixa. Ele concluirá o mandato de Abe como líder partidário até setembro de 2021.

Mais conhecido por seu trabalho nos bastidores, Suga emergiu como franco favorito para tomar o lugar de Abe, o primeiro-ministro japonês há mais tempo no cargo, depois de este anunciar no mês passado que renunciaria por causa de problemas de saúde.

Foto: Reuters
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