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OMS minimiza risco do coronavírus entrar na cadeia alimentar

O receio surgiu após o envio de um carregamento de asas de frango de uma empresa brasileira para a China

Crédito: Reuters - 14/08/2020 - Sexta, 10:54h
Genebra - A Organização Mundial da Saúde (OMS) minimizou nesta quinta-feira (13) o risco de o coronavírus ser transmitido através de embalagens de alimentos, e pediu às pessoas que não tenham medo de que o vírus entre na cadeia alimentar.

Duas cidades da China disseram ter encontrado vestígios de coronavírus em alimentos congelados importados e em embalagens de alimentos, provocando o temor de que remessas de alimentos contaminados possam causar novos surtos.

"As pessoas não devem temer alimentos, embalagens de alimentos ou entrega de alimentos", disse o chefe do programa de emergências da OMS, Mike Ryan, em entrevista coletiva.

"Não há evidências de que a cadeia alimentar esteja participando da transmissão desse vírus."

Maria Van Kerkhove, epidemiologista da OMS, disse que a China examinou centenas de milhares de embalagens e "descobriu que muito poucas, menos de 10" tinham o vírus.

CASO

O governo da cidade chinesa de Shenzhen identificou na quinta-feira a fábrica da brasileira Aurora Alimentos, de Santa Catarina, como origem de asas de frango que contém o coronavírus.

A Aurora, que não é listada em bolsa, é a terceira maior empresa do Brasil em processamento e exportação de carne de frango e suína. A companhia não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Procurado, o Ministério da Agricultura do Brasil disse que ainda não foi notificado oficialmente pela China sobre a detecção de coronavírus em embalagens de asa de frango importadas pelo país oriental. 

Mas adiantou que está buscando as informações oficiais que esclareçam as circunstâncias da suposta contaminação.

O ministério ressaltou ainda que "não há comprovação científica de transmissão do vírus da Covid-19 a partir de alimentos ou embalagens de alimentos congelados" e defendeu a "inocuidade" dos produtos produzidos sob sua fiscalização, "que obedecem a protocolos rígidos para garantir a saúde pública".

O governo brasileiro disse ainda que a nota oficial publicada por autoridades de Shenzhen sobre detecção do vírus cita que outras amostras do mesmo lote foram coletadas e tiveram resultado negativo para o vírus, assim como pessoas que manusearam ou entraram em contato com o material.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou em nota que ainda analisa informações sobre alerta o emitido pela China. 

A entidade também ressaltou em nota que "ainda não está claro em que momento houve a eventual contaminação da embalagem, e se ocorreu durante o processo de transporte de exportação".

"A ABPA reitera que não há evidências científicas de que a carne seja transmissora do vírus", acrescentou a associação, citando a OMS e outros organismos internacionais.

O alerta do governo de Shenzhen, no sul da China, gera temores no país oriental de que embarques de alimentos contaminados possam causar novos surtos locais da doença.

VACINA

Mais de 20,69 milhões de pessoas foram infectadas com o novo coronavírus e quase 750 mil morreram, de acordo com uma contagem da Reuters.

A OMS fez um apelo para que países que estão fechando acordos bilaterais de vacinas no momento não abandonem os esforços multilaterais, já que bolsões isolados de vacinação continuarão deixando o mundo vulnerável.

Na terça-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que a Rússia se tornou o primeiro país do mundo a conceder aprovação regulatória a uma vacina contra Covid-19 depois de menos de dois meses de testes em humanos, uma ação que Moscou comparou com seu sucesso na corrida espacial durante a Guerra Fria.

Mas sua decisão de conceder tal chancela antes da finalização dos testes clínicos causou preocupação em alguns especialistas. 

Só cerca de 10% dos testes clínicos são bem-sucedidos, e alguns cientistas temem que Moscou esteja colocando o prestígio nacional acima da segurança.

A OMS não tem informação suficiente para julgar o uso ampliado da vacina russa, disse Bruce Aylward, conselheiro-sênior da entidade, na entrevista coletiva.


Foto: Reuters 




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