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Campanha de incentivo ao turismo é inorportuna na pandemia, critica defensor da Abenomics

O programa que prevê descontos aos viajantes deve custar ao governo 2 trilhões de ienes

Crédito: Redação - 04/08/2020 - Terça, 13:55h
Tóquio - A campanha do Japão, voltada para a revitalização do turismo doméstico, é inoportuna e não é o melhor meio de usar o dinheiro dos contribuintes, disse Yutaka Harada, ex-membro do conselho do Banco do Japão (BOJ) e defensor das políticas "Abenomics" do primeiro-ministro Shinzo Abe.

Harada, que atuou no conselho BOJ até março, disse que o órgão tomou medidas suficientes para amortecer o golpe imediato da pandemia na economia, e que a política fiscal deve agora assumir um papel de liderança no apoio ao crescimento, publicou a Reuters. 

"Não tenho certeza se a política fiscal está fazendo o trabalho corretamente", disse ele à Reuters na segunda-feira (3), criticando a campanha de turismo de 2 trilhões de ienes intitulada "Go To Travel" de Abe para promover viagens pelo país.

"O objetivo pode ter sido projetar uma recuperação econômica em forma de ‘V’ uma vez contida a pandemia. Ao lançar esta campanha agora, corre o risco de causar uma recuperação em ‘V’ - não apenas no número de turistas, mas também no número de infecções", ele disse.

A campanha foi lançada para resgatar a indústria do turismo no Japão, que foi atingida com força pela pandemia.

Abe excluiu Tóquio do programa, pois um número recorde de infecções na capital despertou a preocupação de que o vírus pudesse se espalhar para outras áreas.

Harada ingressou no conselho do BOJ há cinco anos como proponente da Abenomics, política implantada em 2012 para acabar com a deflação com uma mistura de ousada política monetária, medidas fiscais e reformas estruturais.

Mas a inflação permanece longe da meta de 2% do BOJ, enquanto a pandemia ameaça acabar com os benefícios da Abenomics, atingindo empregos, lucros corporativos e turismo.

Se for necessária uma flexibilização monetária adicional, o BOJ poderá aumentar a compra de títulos ou reduzir as taxas de juros, inclusive empurrando as taxas de curto prazo para um território negativo, disse Harada.

"Se a economia começar a se recuperar, as taxas de longo prazo poderão subir um pouco. Nesse caso, o BOJ poderia aumentar a compra de títulos", disse Harada, que agora é professor da Escola de Negócios NUCB do Japão.


Foto: iStockphoto 



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