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Fundo Estudantil criado pelo Consulado de Tóquio oferece bolsas parciais

Medida visa ajudar estudantes e suas famílias, além das escolas:

Crédito: Redação - 20/07/2020 - Segunda, 14:44h
Tóquio - Em meio às dificuldades enfrentadas pelas escolas brasileiras devido às restrições geradas pela pandemia do novo coronavírus, o Consulado-geral do Brasil em Tóquio resolveu lançar o Fundo Estudantil para ajudar estudantes e apoiar a estabilidade financeira de suas famílias e das escolas. 

O dinheiro a ser captado entre empresas ligadas à comunidade será destinado ao financiamento de bolsas parciais para cobrir custos relativos ao pagamento de mensalidades e material didático de alunos matriculados em escolas brasileiras da jurisdição do Consulado em Tóquio. 

Os interessados em concorrer a uma das bolsas devem fazer a inscrição diretamente nas escolas. 

O Fundo Estudantil será administrado pelo consulado em parceria com a organização sem fins lucrativos (NPO, na sigla em inglês) ABC Japan. 

A seleção será feita com base no desempenho escolar e na situação financeira familiar do aluno. 

“Nesses 30 anos de Japão, os brasileiros têm se demonstrado solidários, e não será diferente agora”, diz o cônsul-geral João de Mendonça Lima Neto. 

Cerca de 10% das crianças e jovens brasileiros entre 6 e 18 anos da jurisdição de Tóquio estudam em escolas brasileiras.

A diretora da Escola Opção, em Joso (Ibaraki), Mayumi Uemura, diz desconhecer casos de demissão em massa na região. 

Sua escola oferece a educação pré-escolar de graça para crianças entre 3 e 5 anos de idade, mas nos demais níveis (fundamental e médio) é totalmente coberta com as mensalidades pagas pelos alunos. 

“O que mais me entristece é ver aquele aluno, com muito potencial, deixar a escola porque precisa trabalhar logo. Já temos casos assim, em consequência do coronavírus”, diz. 

Ela acredita que a bolsa de estudo, mesmo que parcial, fará grande diferença na vida desse jovem.

A Escola Paralelo, da cidade de Ota (Gunma), tem conseguido manter o número de alunos e a equipe de professores graças à ajuda de empresas e subsídios que recebe por ser Miscellaneous School, ou seja, instituição educacional reconhecida pelo governo japonês. 

Isso também garante gratuidade para todos os alunos do ensino médio, que somam 60 do total de 200 matriculados. 
Segundo a diretora Joana Ishii, os brasileiros têm priorizado a educação dos filhos, mesmo sofrendo os impactos financeiros com a pandemia de coronavírus. 

Ela tem fornecido documentos aos pais que precisaram tirar folga para cuidar das crianças menores em casa enquanto a escola esteve fechada por conta da Covid-19. 

Com isso, a firma empregadora poderá solicitar o subsídio do governo que irá custear as folgas dos funcionários. 

Com o fim do estado de emergência, as escolas retomaram as aulas presenciais este mês. 

Porém, nessa volta muita coisa mudou. O uso de máscaras, a higienização, a medição da temperatura e o distanciamento social agora fazem parte da rotina escolar, mas atividades esportivas e em grupo continuam suspensas. 

“O que mais me preocupa é o pós-pandemia”, diz a diretora Joana. 

“Ninguém tem bola de cristal para saber quanto tempo vai durar tudo isso. Precisamos estar preparados. Com certeza, sairemos melhores”, completa o cônsul João de Mendonça. 


>>>A matéria completa pode ser lida na revista Alternativa, edição 493, de 18 de junho de 2020


Foto: Cedidas/Alternativa
Cônsul-geral João de Mendonça e Michie Afuso (NPO ABC Japan) formalizam a criação do Fundo Estudantil 


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