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30% dos pilotos de avião no Paquistão têm licenças falsas, diz ministro da Aviação

A revelação causou um constrangimento em todo o país

Crédito: Redação - 26/06/2020 - Sexta, 15:40h
Islamabad - As companhias aéreas paquistanesas ficaram estarrecidas na quinta-feira (25) com a revelação do ministro da aviação de que cerca de 30% dos pilotos comerciais do país possuem licenças falsas e que alguns deles estão voando para companhias aéreas estrangeiras.

Um dia antes, o ministro da Aviação Sarwar Khan havia dito à Assembleia Nacional, enquanto apresentava as conclusões preliminares do acidente do voo 8303 da Pakistan International Airlines (PIA) no mês passado, que 262 pilotos comerciais, incluindo 150 que trabalhavam para uma transportadora nacional, tinham licenças falsas ou de origem duvidosa.

A Autoridade de Aviação Civil emitiu cerca de 860 licenças comerciais para pilotos, quase metade das quais são empregadas pela PIA.

O diretor executivo da PIA, Arshad Malik, escreveu uma carta ao regulador da aviação pedindo a lista de pilotos que trabalham com licenças falsas.

"É preciso o fornecimento da lista para que ações imediatas possam ser iniciadas dentro das regras, para impedir que esses pilotos voem", escreveu Malik em sua carta.

O porta-voz da PIA, Abdullah Hafeez, disse à Kyodo News que a companhia aérea só pode agir contra eles após uma intimação formal sobre o assunto pelo órgão regulador.

Os números citados pelo ministro foram baseados em uma investigação interna realizada pelo Ministério da Aviação muito antes do acidente de 22 de maio em Karachi.

As suspeitas sobre a autenticidade das licenças foram levantadas pela primeira vez após a conclusão de que alguns dos pilotos citaram suas datas de teste nos finais de semana, dias em que estavam voando ou estavam fora do país, disse uma autoridade.

O Paquistão tem um histórico ruim de segurança na aviação, com cinco incidentes envolvendo acidentes de aviões comerciais nos últimos 14 anos - em 2006, 2010, 2012, 2016 e agora em 2020. Três deles envolveram a PIA.

Hafeez disse que a divulgação de fraudes com licenças falsas causou um constrangimento nacional.

Ele prometeu as medidas mais duras possíveis, incluindo impedir que quase um terço destes pilotos voem, reconhecendo que isso traria sérias implicações financeiras para a companhia aérea, que já enfrentam dificuldades.

O porta-voz disse que é preciso entender que esse problema não é apenas da PIA, e aqueles com licenças falsas também estão pilotando aviões de outras companhias aéreas do país e alguns estão trabalhando com transportadoras estrangeiras.


Foto: iStockphoto 



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