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Diante de baixo público em Tulsa, Trump critica protestos e defende resposta à pandemia

O presidente dos Estados Unidos inicia assim sua corrida à reeleição, enfrentando o democrata Joe Biden

Crédito: Reuters - 22/06/2020 - Segunda, 13:25h
Oklahoma - O presidente Donald Trump, em discurso a uma arena longe de estar lotada em seu primeiro comício político em meses, criticou protestos contra o racismo e defendeu a maneira como lidou com o coronavírus, no último sábado (20), em uma tentativa de revigorar sua campanha pela reeleição.

O presidente, que gosta de grandes públicos e havia previsto que seu primeiro comício em meses seria épico, criticou a imprensa por desencorajar o público a comparecer e citou mau comportamento de manifestantes no lado de fora, mas não admitiu especificamente que muitos assentos da arena BOK Center, com capacidade para 19.000 pessoas, estavam vazios.

Trump buscou usar o evento para retomar o embalo da sua campanha após ser criticado pela resposta à pandemia de coronavírus e à morte de George Floyd, homem negro que morreu sob custódia da polícia de Minneapolis.

O público menor do que o esperado o impediu, pelo menos por enquanto, de destacar o entusiasmo pela sua candidatura como uma vantagem em relação ao democrata Joe Biden, ex-vice-presidente que deve ser seu adversário, que tem evitado grandes eventos de campanha.

Trump rechaçou as críticas pela sua decisão de realizar seu primeiro comício desde 2 de março em Tulsa, local dos maiores surtos de violência racista do país contra negros americanos por volta de 100 anos atrás.

O presidente, que encorajou uma resposta militar aos protestos ao redor do país e que foi acusado de não ter empatia pela situação dos negros dos EUA, usou seu discurso para criticar os manifestantes.

“Os desequilibrados da esquerda estão tentando vandalizar nossa história, profanar nossos monumentos - nossos lindos monumentos -, quebrar nossas estátuas e punir, cancelar e perseguir qualquer um que não se sujeite às suas exigências por absoluto e total controle. Não vamos nos sujeitar”, disse Trump a apoiadores que aplaudiam.

Às vésperas da eleição de 3 de novembro, as pesquisas mostram o presidente republicano atrás de Biden, que criticou Trump pela sua resposta aos protestos e à pandemia.

Trump defendeu sua resposta à Covid-19, dizendo que mais testes levaram à identificação de mais casos, aparentemente, para o seu desgosto.
“Quando você testa tanto, você irá… encontrar mais casos”, disse. 

“Então, eu disse pros meus funcionários ‘diminuam os testes, por favor’.”. Um oficial da Casa Branca disse que ele estava “obviamente brincando” com aquele comentário.

Horas antes do comício, a campanha de Trump anunciou que seis membros de sua equipe haviam testado positivo para Covid-19. 

Apenas algumas pessoas na plateia do evento usaram máscaras dentro da arena.

AJUDA DA CHINA?

O assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, disse no domingo (21) que estava na sala com o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping quando se reuniram, mas nunca ouviu o presidente dos EUA pedir a ajuda da China para conquistar a reeleição.

Navarro disse ao "State of the Union" da CNN que a alegação explosiva feita em um livro do ex-assessor de segurança nacional John Bolton era "apenas boba", dado o quão duro Trump havia sido com a China e suas práticas comerciais desleais.

"Eu nunca ouvi isso. Eu estava na sala", disse Navarro, ecoando as observações do representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, na semana passada.

Bolton deve enfrentar consequências --incluindo potencialmente um tempo na prisão-- pelo uso de informações altamente sigilosas ao longo do livro, disse Navarro.

Navarro, um feroz crítico da China, também reviveu uma disputa de longa data sobre a origem do novo coronavírus que inflama as tensões entre os Estados Unidos e a China nos últimos meses, mesmo depois que as duas maiores economias do mundo assinaram um acordo comercial de Fase 1 em janeiro.

Ele disse que o vírus era "um produto do Partido Comunista Chinês" e continuava sendo "uma questão em aberto" se foi criado propositalmente.

"Esse vírus saiu da China", disse ele. "O Partido Comunista Chinês é responsável por isso. Eles criaram o vírus na China, esconderam por dois meses e mataram mais de 100.000 americanos."

A China rejeita firmemente qualquer alegação de que tenha deliberadamente desencadeado o vírus.

Na semana passada, Trump renovou sua ameaça de cortar os laços com a China, tuitando que "uma dissociação completa da China" continuava sendo uma opção para os Estados Unidos.


Foto: Reuters
Donald Trump durante o comício em Tulsa

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