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Câmara Baixa aprova segundo orçamento extra para alívio da economia

Orçamento extra financiará pacote de programas com foco na assistência às pequenas empresas e trabalhadores médicos

Crédito: Redação - 10/06/2020 - Quarta, 18:20h

Tóquio – A Câmara Baixa do Parlamento do Japão aprovou nessa quarta-feira (10), o segundo orçamento extra para o ano fiscal de 2020, informou a agência Kyodo.

 

Totalizando 31,91 trilhões de ienes, o orçamento extra financiará o novo pacote de programas do governo com foco na assistência às pequenas empresas que sofrem com a pandemia de coronavírus, além dos trabalhadores médicos da linha de frente da batalha contra o vírus.

 

Esse é o maior orçamento suplementar de todos os tempos do país e foi

apresentado ao parlamento pelo governo na segunda-feira, com apoio de quase todos os partidos da oposição.

 

Aprovado pelo gabinete do primeiro-ministro Shinzo Abe no final de maio, o novo orçamento deve ser liberado na sexta-feira para a Câmara Alta para promulgação.

 

O orçamento será inteiramente financiado por títulos do governo, o que aumentará a já enorme pilha de dívidas do Japão, que antes do surto era mais do que o dobro do tamanho de sua economia e a maior entre os países industrializados.

 

O governo do primeiro-ministro Shinzo Abe disse que o pacote, custará cerca de 117 trilhões de ienes, incluindo empréstimos e investimentos, além dos gastos fiscais.

 

O valor é quase o mesmo que o estímulo inicial, parcialmente financiado pelo primeiro orçamento extra, promulgado em 30 de abril.

 

Diante à crescente frustração pública sobre a resposta de seu governo em relação à propagação do vírus, Abe instruiu as autoridades a elaborar outro orçamento suplementar em meados de maio.

 

Como a economia do Japão entrou em recessão técnica, as novas medidas incluem um sistema de subsídios de até 6 milhões de ienes para pagamentos de aluguel para pequenas empresas que enfrentam escassez de dinheiro, cobrindo dois terços deles por seis meses.

 

O limite superior de subsídios para as empresas continuarem com os funcionários, apesar da suspensão das operações, será aumentado para 15.000 ienes por dia por trabalhador, ao invés dos atuais 8.330 ienes.

 

À medida que o país se prepara para uma segunda onda de infecções, 200 mil ienes serão fornecidos a cada trabalhador em instituições médicas que tratam pacientes com Covid-19 e 100 mil ienes a cada membro da equipe em hospitais que tenham leitos dedicados aos doentes.

 

O orçamento reservará 10 trilhões de ienes como fundo de reserva para medidas adicionais.

 

Os partidos da oposição eram críticos de que a soma é muito grande para ser gasta sem uma repartição dos gastos e uma nova aprovação da Dieta.

 

Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters

Primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, em Tóquio

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