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Japão desiste de aprovar Avigan em maio para tratamento contra coronavírus

OMS também suspende testes com hidroxicloroquina

Crédito: Redação/Reuters - 26/05/2020 - Terça, 14:48h
Tóquio - O Japão desistiu de aprovar o medicamento contra a gripe Avigan, da Fujifilm Holdings Corp., este mês, para ser usado no tratamento de pacientes infectados com o novo coronavírus, disse nesta terça-feira o ministro da Saúde Katsunobu Kato.

"Continuaremos o estudo e os testes clínicos (do medicamento) a partir de junho. Não há mudanças em nossa política para aprovar o medicamento rapidamente se a sua eficácia (contra o coronavírus) for confirmada", disse Kato, conforme publicou a Kyodo. 

Acredita-se que o Avigan, também conhecido como favipiravir e desenvolvido pela Fujifilm Toyama Chemical Co. da Fujifilm Holdings, possa ser usado no tratamento da COVID-19, a doença respiratória causada pelo coronavírus.

O primeiro-ministro Shinzo Abe expressou suas esperanças de que a droga pudesse ter sido aprovada até o final deste mês. Mas alguns especialistas levantaram preocupações de que o governo estivesse correndo para aprová-lo antes que os resultados finais dos testes clínicos fossem conhecidos.

Kato disse que o governo inicialmente pretendia aprovar o medicamento se os resultados intermediários dos testes clínicos conduzidos por uma equipe liderada pela Universidade de Saúde Fujita mostrassem uma eficácia extremamente alta no tratamento do coronavírus.

Mas um painel de terceiros que avaliou os resultados do relatório intermediário disse que era muito cedo para decidir, segundo Kato.

HIDROXICLOROQUINA

A Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu os testes com a hidroxicloroquina, medicamento para malária, em pacientes com Covid-19 em razão de questões de segurança, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta segunda-feira.

A hidroxicloroquina tem sido apontada pelo presidente Jair Bolsonaro, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por outros como um possível tratamento para a doença causada pelo novo coronavírus. 

O presidente dos EUA afirmou que estava tomando o medicamento para ajudar a prevenir a infecção.

"O grupo executivo tem implementado uma pausa temporária do ramo da hidroxicloroquina no estudo Solidarity, enquanto os dados de segurança são revisados pelo conselho de monitoramento de segurança de dados", disse Tedros em uma entrevista online.

Ele afirmou que os outros ramos do estudo --uma importante iniciativa internacional para realizar testes clínicos de possíveis tratamentos para o vírus-- continuavam.

Anteriormente, a OMS já havia recomendando contra o uso da hidroxicloroquina no tratamento ou prevenção de infecções pelo coronavírus, exceto como parte de ensaios clínicos.

Mike Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, disse que a decisão de suspender os testes com hidroxicloroquina tinha sido tomada com "muita cautela".

No Brasil, o Ministério da Saúde divulgou, na última quinta-feira, um documento com orientações, contendo a assinatura de sete secretários da pasta, para uso ampliado da cloroquina no tratamento ao Covid-19. 

Pelo documento, a pasta passa a recomendar a adoção da cloroquina desde os sintomas iniciais do Covid-19, em linha com as exigências do presidente Jair Bolsonaro.

Anteriormente, o uso da cloroquina no país tinha protocolo do ministério apenas para casos graves.


Foto: Reuters

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