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China quer lei que pode esmagar liberdades em Hong Kong

A nova lei proibirá atos de separação, sedição, interferência estrangeira e terrorismo na cidade

Crédito: Redação - 22/05/2020 - Sexta, 14:59h
Pequim - A China discute uma lei de segurança nacional feita sob medida para Hong Kong no Congresso Nacional do Povo, informou a agência de notícias estatal Xinhua na quinta-feira (21), em um movimento que antagonizará ainda mais os manifestantes pró-democracia no território.

No início do dia, a mídia de Hong Kong informou que a lei, que poderia ser aprovada no Congresso a partir desta sexta-feira, proibirá atos de separação, sedição, interferência estrangeira e terrorismo na cidade.

Se a lei for aplicada, até as pessoas em Hong Kong que criticam o governo chinês, liderado pelo comunista, podem ser acusadas de secessão, dizem especialistas em assuntos estrangeiros.

O jornal South China Morning Post citou fontes dizendo que Pequim concluiu que o parlamento de Hong Kong não poderia aprovar uma lei de segurança nacional devido ao clima político.

Uma tentativa de promulgar uma lei de segurança nacional em 2003 fracassou depois que cerca de meio milhão de pessoas saíram às ruas em protesto. 
O governo retirou o projeto e nenhuma administração desde então retomou o processo legislativo.

Os relatos da decisão de Pequim chegam quando os delegados de Hong Kong participam da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês para as sessões anuais, que não foram realizadas em março devido à pandemia de coronavírus.

O relatório do SCMP disse que os detalhes do plano da China serão apresentados ao Congresso Nacional do Povo na sexta-feira e serão votados em 28 de maio.

Sob a estrutura "um país, dois sistemas", foi prometido a Hong Kong que gozaria dos direitos e liberdades de uma região semi-autônoma após o retorno da antiga colônia britânica ao domínio chinês em 1997.

A raiva dos habitantes de Hong Kong, no entanto, vem crescendo no território há anos devido ao aparente esforço de Pequim para minar suas liberdades, especialmente desde que o presidente chinês Xi Jinping chegou ao poder em 2012, dizem especialistas.

No ano passado, protestos em larga escala contra o governo se repetiram por semanas em Hong Kong.

A decisão da China também foi criticada pela diplomacia dos Estados Unidos. 


Foto: Reuters
Policial atira com bala de borracha contra manifestantes em um dos protestos realizados em 2019 em Hong Kong 

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