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Coronavírus traz mais um problema para o Japão nesta temporada de furacões

As autoridades estudam de que forma receber pessoas em abrigos de modo a evitar a disseminação do vírus

Crédito: Redação - 22/05/2020 - Sexta, 10:47h
Tóquio – A pandemia da Covid-19 trouxe mais um problema para as autoridades resolverem com relação ao abrigo de pessoas cujas casas forem atingidas por enchentes. 

A cidade de Shibecha, em Hokkaido, sofreu com inundações em março graças às chuvas torrenciais e ao derretimento da neve, noticiou a NHK.

As autoridades locais emitiram ordem de evacuação para os residentes, mas havia o risco de evitar também a propagação do coronavírus no abrigo. 

O abrigo de Shibecha recebeu cerca de 200 pessoas e as autoridades tiveram que posicionar todas elas a uma distância considerada segura para evitar a disseminação do vírus. 

As autoridades de Shibecha disseram que ninguém foi infectado no período, mas a situação trouxe um adicional de estresse aos encarregados de coordenar as ações no abrigo. 

Masaaki Ito, representante de Shibecha, disse que como tudo foi muito rápido, só deu tempo de pedir a cada um que se mantivesse distante dos outros. 

“Isso não é algo que normalmente peçamos a quem está nos abrigos”, comentou. 

Com a aproximação do período de furacões, as autoridades estão tendo que repensar em como manter a segurança dos atingidos pelas enchentes. 

A NHK realizou um experimento para verificar até que distância podem chegar as gotículas de um espirro em um ambiente fechado. 

As gotículas chegam a 1,5 metro de distância, mas mesmo depois disso, as pessoas poderão pisar onde elas caíram e espalhá-las pelo ambiente. 

Para quem estiver em um abrigo, isso pode representar mais um risco, de se infectar com o coronavírus. 

A professora Sakiko Kanbara, da Universidade de Kochi, está trabalhando em um novo manual para desabrigados. 

Ela sugere colocar no abrigo placas de papelão (podem ser caixas desdobradas) para marcar a distância entre cada abrigado. 

Kanbara acrescentou que se a pessoa ficar numa posição elevada em relação ao piso, e com uma placa de papelão protegendo boa parte do corpo, quando deitado, haverá uma segurança maior. 

“A questão é que se houver vírus no piso por um longo tempo, isso representará um risco aos abrigados. Por isso quero que as pessoas possam estar em uma posição mais elevada em relação ao piso”, comentou. 

No ano passado, quando o furacão Haggis atingiu o país, muitas pessoas precisaram ficar em abrigos. 

Na escola primária Nagato, em Adachi (Tóquio), por exemplo, muitos tiveram que ficar em classes. Porém, como não havia espaço para todos, outros precisaram permanecer nos corredores. 

Nesta área de Tóquio as autoridades estão discutindo em um painel como evitar que muitas pessoas venham para um mesmo abrigo. 

“Se alguém vive em uma casa com dois andares, pediremos que permaneçam no segundo piso”, disse um dos representantes de Adachi. 

Há planos de também solicitar que as pessoas busquem abrigo também na casa de parentes, hotéis ou se refugiem em seus veículos. 


Foto: Reprodução/NHK


 

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