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Vítima de estupro morre na Índia após ser queimada por agressores

Oposição culpa governo pelo fracasso em combater casos de abuso

Crédito: Reuters - 08/12/2019 - Domingo, 13:52h

Unnao - Uma vítima de estupro de 23 anos, queimada por um grupo de homens que incluía os próprios acusados da violência sexual que ela sofreu, morreu em um hospital de Nova Déli, provocando protestos de líderes da oposição que culpam o partido do governo pelo fracasso em combater incidentes de abuso contra as mulheres.

A mulher estava a caminho do embarque em um trem no distrito de Unnao, no estado de Uttar Pradesh, no norte do país, para comparecer a uma audiência do caso sobre seu estupro quando foi encharcada de querosene e queimada na quinta-feira, de acordo com a polícia.

Ela foi levada de avião para um hospital de Nova Déli no mesmo dia.

O ataque, o segundo grande caso de violência contra mulheres nas últimas duas semanas, espalhou a indignação na Índia.

A mulher morreu na sexta-feira após sofrer uma parada cardíaca, informou à Reuters o médico Shalabh Kumar, diretor do departamento de queimaduras e cirurgia plástica do hospital Safdarjung de Nova Déli.

Outro caso
A polícia da Índia matou a tiros na sexta-feira quatro homens suspeitos de estuprar e assassinar uma veterinária de 27 anos perto da cidade de Hyderabad, e foi aplaudida por familiares da vítima e centenas de cidadãos revoltados com a violência sexual contra as mulheres.

Os homens haviam sido postos sob custódia policial e foram baleados perto do cenário do crime da semana passada, onde tentaram tomar as armas de policiais que os acompanhavam em uma reconstituição do crime, disse N. Prakash Reddy, vice-comissário da polícia de Shamshabad, nas proximidades de Hyderabad.

Durante a semana passada, milhares de indianos protestaram em várias cidades em reação ao estupro e assassinato da veterinária — o mais recente de uma série de casos hediondos de ataques sexuais no país.

A vítima havia saído de casa de lambreta para uma consulta e mais tarde ligou para a irmã dizendo que um pneu havia furado. Ela disse que um motorista de caminhão lhe ofereceu ajuda e que estava esperando perto de um pedágio.

A polícia disse que ela foi sequestrada, estuprada e asfixiada e que depois seu corpo foi incinerado nos arredores de Hyderabad. Quatro homens foram presos.

Reddy disse que os homens —dois motoristas e dois limpadores de caminhão de idades entre 20 e 26 anos— haviam sido levados ao local para reconstituir o crime perto das 6h desta sexta-feira.

“Houve um fogo cruzado. Nele, todos os quatro acusados morreram”, disse Reddy. “Dois policiais ficaram feridos”.

A polícia indiana já foi acusada muitas vezes de execuções extrajudiciais, chamadas de “encontros”, especialmente em meio a guerras de territórios de gangues de Mumbai e em insurreições no Estado do Punjab e na Caxemira em disputa.

Foto: Reuters
Protesto contra casos de estupro na Índia
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