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Japão precisa melhorar assistência médica a estrangeiros detidos, diz chefe da Imigração

Em junho, um nigeriano que estava em greve de fome faleceu, tornando-se a 15ª morte desde 2006

Crédito: Reuters - 11/09/2019 - Quarta, 14:40h

Tóquio - O Japão precisa melhorar os cuidados médicos nos centros de detenção onde ficam os estrangeiros ilegais, disse a chefe da Agência de Serviços de Imigração, recentemente criada no país, após críticas generalizadas ao atendimento disponível para os detidos.

O sistema de detenção do Japão para aqueles que violaram a lei de imigração ou cujos pedidos de asilo foram rejeitados foi amplamente criticado por seus padrões médicos, monitoramento de detidos e resposta a emergências.

Em junho, um nigeriano que estava em greve de fome faleceu em um centro de imigração, tornando-se a 15ª morte desde 2006.

Em uma entrevista coletiva na última segunda-feira (9), a chefe da agência, Shoko Sasaki, se recusou a comentar casos específicos, mas disse: “Na área de atendimento médico, não achamos que a assistência prestada seja suficiente e há outras melhorias a serem feitas."

Sasaki citou a necessidade de contratar mais médicos em tempo integral nos centros, um desafio que ela disse também ser enfrentado pelas prisões, de melhorar a comunicação entre funcionários e médicos visitantes e de aumentar o número de hospitais que aceitam detidos como pacientes.

O Ministério da Justiça do Japão atualizou seu departamento de imigração para uma agência em abril, quando o país implementou uma nova lei que deve permitir que 345 mil trabalhadores estrangeiros entrem no Japão nos próximos cinco anos para trabalhar em 14 setores, incluindo construção e assistência de enfermagem, que enfrentam escassez de mão de obra.

A imigração há muito tempo é um tabu em um país onde muitos valorizam a homogeneidade étnica, mas o envelhecimento e a diminuição da população aumentou a pressão para o Japão abrir suas portas. Os críticos da lei, no entanto, citaram o risco de o sistema expor os trabalhadores à exploração.

Sob o novo sistema, uma categoria de “trabalhadores especificados” pode permanecer até cinco anos no país, mas não pode trazer suas famílias. Uma segunda categoria permite aos trabalhadores altamente qualificados trazer famílias e ficar mais tempo.

Sasaki disse que, até o final de agosto, 205 pessoas foram aprovadas para receber os novos vistos e 684 tinham status provisório enquanto estavam no processo de aprovação. Ela espera que os números aumentem à medida que o sistema seja compreendido entre as empresas contratantes.

Foto: Reuters
Centros de detenção da Imigração em Ibaraki
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