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Hackers devem ser presos, diz ministro do STF sobre invasão de celular

O jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept, que postou as informações vazadas, deverá depois no Senado

Crédito: Agência Brasil - 18/06/2019 - Terça, 09:51h
Brasília - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes disse nesta segunda-feira (17) que ainda não é possível avaliar mensagens vazadas com diálogos supostamente mantidos entre membros da força-tarefa da operação Lava Jato. 

“Para isso, nós dependemos, primeiro, que todo o material seja divulgado. Segundo, que sejam atestadas a autenticidade e a veracidade desse material. Quando se coloca a conta-gotas não é possível ter uma visão de conjunto, nem da veracidade, nem da autenticidade”, disse após participar de um evento promovido pelo Grupo Bandeirantes.

Desde a semana passada, o site The Intercept tem divulgado trechos de mensagens atribuídas a Moro e aos procuradores da Lava Jato. De acordo com o site, os diálogos apontam para uma “colaboração proibida” entre o então juiz federal responsável por julgar processos decorrentes da operação em Curitiba e os procuradores, a quem cabe acusar os suspeitos de integrar o esquema de corrupção.

Para Moraes, as informações foram obtidas de forma criminosa, apesar de destacar que o material tem interesse “jornalístico” e “público”. “As invasões que ocorreram nos telefones de agentes públicos são criminosas. Falo com absoluta tranquilidade que vazamentos, fake news, falsidade em notícias divulgadas é questão de polícia. Esses hackers que, eventualmente, invadiram devem ser alcançados, punidos e presos”, acrescentou o ministro ao falar sobre os vazamentos.

O ministro também defendeu a importância da Operação Lava Jato para o combate à corrupção: "É uma operação séria, conduzida dentro do devido processo legal. É uma realidade que realmente mudou o combate à corrupção no Brasil”.

GLENN GREENWALD

O Conselho de Comunicação Social do Senado aprovou na segunda-feira um convite para ouvir o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, editor do site The Intercept.  

A audiência está marcada para o dia 1º de julho, data da próxima reunião do conselho.

O autor do pedido é o advogado Miguel Matos, representante da sociedade civil no colegiado. O objetivo da audiência é ouvir Glenn Greenwald sobre ameaças que ele estaria sofrendo após a divulgação das supostas conversas entre Moro e os procuradores pelo site.

“O jornalista Gleen Greenwald narrou recentemente que está sofrendo inúmeros atentados ao livre exercício do jornalismo. Isso, claro, nos toca profundamente. Por isso, eu queria sugerir que fizéssemos um convite e que ele venha na nossa próxima reunião do dia 1º de julho e esclareça exclusivamente essas situações”, disse. “A liberdade de imprensa é a garantidora do Estado Democrático de Direito, não podemos fechar os olhos e sobretudo as portas para essa situação”, disse Matos.

Também nesta segunda-feira, o deputado David Miranda (PSOL-RJ), marido do jornalista Glenn Grenwald, afirmou que pediu reforço para segurança de sua família após serem ameaçados por mensagens enviadas por e-mails. 

Segundo o parlamentar, as primeiras ameaças foram registradas antes das divulgações do site The Intercept, mas cresceram após as publicações. O deputado informou que, no dia 11 de junho, encaminhou os relatos à Polícia Federal.

“Ressalto que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tomou providências a partir do ofício que encaminhei à presidência da Casa, oferecendo-me apoio do Departamento da Polícia Legislativa”, acrescentou o parlamentar.

MORO

Na quarta-feira (19), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado vai ouvir o ministro Sergio Moro, que deverá prestar informações sobre a suposta colaboração entre ele e procuradores da Lava Jato. 

A audiência foi sugerida pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Em ofício enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), Fernando Bezerra Coelho destacou que a iniciativa de esclarecer os fatos partiu do próprio ministro.


Foto: Agência Brasil 
Ministro Alexandre de Moraes 

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