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Vítima de bomba atômica que vive no Brasil vem ao Japão pedir melhorias em auxílio de saúde

Junko Watanabe, 75 anos, é diretora da Associação Hibakusha - Brasil pela Paz

Crédito: Ana Laura Kawabe/Alternativa - 17/05/2018 - Quinta, 17:38h

Nagasaki – O governo de Nagasaki recebeu na última terça-feira a sobrevivente da bomba atômica, Junko Watanabe, de 75 anos, que vive atualmente em São Paulo e tinha 2 anos quando ocorreu o ataque.

Ela é diretora da Associação Hibakusha - Brasil pela Paz e fez uma visita exclusiva ao Japão para pedir que o governo faça melhorias no sistema de auxílio de saúde para as vítimas, que sobreviveram aos ataques em Hiroshima e em Nagasaki, no fim da 2ª Guerra Mundial.

Em sua visita, Watanabe passou pelo Departamento de Proteção às Vítimas da Bomba Atômica em Nagasaki e teve uma reunião com o prefeito da cidade de Nagasaki, Tomihisa Taue, para explicar as atuais dificuldades das mais de 80 vítimas que vivem no Brasil e fazem parte da Associação.

Watanabe explicou que a idade avançada e as limitações físicas e mentais, como o desenvolvimento de doenças como a demência, têm provocado dificuldades para as vítimas realizarem os procedimentos burocráticos necessários para receber o reembolso do auxílio de saúde.

Os sobreviventes da bomba atômica possuem uma carteirinha de identificação no Japão, que permite que eles façam consultas e tratamentos de saúde a custo zero. No entanto, para aqueles que vivem no exterior, é necessário pagar a conta e solicitar um reembolso ao governo japonês.

Watanabe explicou ao prefeito a necessidade de facilitar este processo, através de uma parceria que coloque hospitais no Brasil neste sistema, a fim de permitir que essas vítimas utilizem os serviços de saúde gratuitamente.

O prefeito disse que teria oportunidade de fazer o pedido ao governo do Japão em breve e que pretendia solicitar as melhorias propostas.

A Associação presta serviço às vítimas que vivem no Brasil, ajudando a solicitar os reembolsos ao governo japonês. No entanto, os problemas de saúde têm aumentado as dificuldades da própria organização em manter este serviço.

“Está cada vez mais difícil realizar tais procedimentos e não sabemos até quando será possível manter as consultas na Associação. Se o governo conseguir facilitar o auxílio até a última pessoa, poderemos ficar tranquilos para viver o que restou de nossas vidas”, comentou Watanabe, em coletiva de imprensa.

Foto: Reprodução/NCC
Junko Watanabe, diretora da Associação Hibakusha - Brasil pela Paz
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