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“Criança feliz é aquela que está adaptada na escola”, diz professor

Maurício Bugarin sugere modelo “after school” para educação de crianças brasileiras no Japão

Crédito: Thassia Ohphata/Alternativa - 17/02/2017 - Sexta, 18:19h

 

Tóquio - Escola japonesa ou escola brasileira? Qual dos dois modelos escolher para o futuro das crianças brasileiras no Japão? Essa é uma dúvida muito comum entre muitas famílias na hora de matricular os filhos numa escola no país.


Apesar das duas opções serem adequadas para diferentes perfis de brasileiros, Maurício Bugarin, professor titular da Universidade Nacional de Brasília e professor visitante da Universidade Nacional de Yokohama, defende um outro modelo em que a criança frequentaria a escola japonesa em tempo integral e depois, após a aula, ela iria para a escola brasileira, no regime chamado de “after school”.


“A principal função da after school brasileira seria de dar o reforço ao aluno brasileiro que está no Japão para que ele possa ter sucesso, igualdade de condições com os japoneses e manter a sua língua e cultura de herança”, explica.


Economista especializado em análise de incentivos e desenhos de mecanismos, Bugarin conduziu, a pedido da Embaixada do Brasil no Japão com apoio da Câmara de Comércio Brasileira no Japão (CCBJ), uma pesquisa sobre a inserção dos estudantes brasileiros na escola no Japão.


O resultado do estudo foi apresentado na quinta-feira (16), em Tóquio, num workshop realizado pela Embaixada do Brasil no Japão sobre a inclusão de alunos brasileiros no sistema educacional japonês.


“O objetivo do workshop era dar um outro ângulo sobre os problemas relacionados com a educação dos brasileiros no Japão, mais focado em soluções do que em diagnósticos, além de uma perspectiva de como podemos botar a mão na massa e mudar algo”, explica Ivan Carlo Padre Seixas, do setor de Comunidade da Embaixada do Brasil no Japão.


“Estou feliz com a receptividade, os palestrantes demonstram que as ideias são viáveis, apesar de ainda ter muitas dificuldades com incentivos e dinheiro. Isso aqui foi só a semente, queremos discutir mais vezes, afine as ideias para que possamos chegar em algum lugar”, disse.


No workshop, foram apresentadas entidades sem fins lucrativos que já realizam projetos de apoio às crianças brasileiras, como reforço e aulas de português e cultura brasileira, como é o caso da NPO No Borders, de Oizumi (Gunma); a Comunidade Brasileira de Kansai (CBK), de Kobe (Hyogo) e a NPO Arace, de Hamamatsu (Shizuoka).


“O nosso trabalho é muito importante às crianças que estão na região de Kansai para que elas consigam manter o Brasil que elas tem no coração”, explica Marina Matsubara, diretora da CBK, entidade que atua na região há 16 anos.


“Temos o apoio da província e da prefeitura e as empresas nos ajudam em cada evento que realizamos. Todo esse apoio é muito importante e esperamos que continue por muito tempo porque é uma necessidade muito grande”, declarou.


Walter Saito, presidente do grupo TS e da Associação das Escolas Brasileiras no Japão (AEBJ), também ministrou uma palestra no workshop. “Todo tipo de estudo é importante, mas é um processo longo, pois existe um pouco de rejeição e há casos e casos”, explica.


“Podemos ver o que aconteceu no Brasil com as escolas japonesas. Nossos pais e avós viram que a tendência era aprender o português e agora é a minoria que estuda a língua japonesa. Acho que nós educadores temos que pensar numa tendência hoje ter uma escola  não só voltada aos brasileiros, mas também aos japoneses e até mesmo ao público internacional. Não podemos generalizar numa cultura só ou num país só”, defendeu.

 

O workshop também contou com uma palestra do professor Sukero Ito, da Universidade de Estudos Estrangeiros de Tóquio. Ele falou sobre a inserção de crianças brasileiras no sistema educacional japonês.


Foto: Thassia Ohphata/Alternativa
Professor Maurício Bugarin fala durante workshop sobre educação realizado em Tóquio

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