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Como identificar notícias falsas na web

“O comportamento básico na internet é duvidar de tudo, sempre”, disse Gilmar Lopes, do site E-farsas.com

Crédito: Antônio Carlos Bordin/Alternativa - 14/07/2014 - Segunda, 15:02h

 

Nagoia - Nossos avós costumavam dizer que mentira tem perna curta, isto é, não vai longe. A máxima continua valendo, mas a internet tem deixado a mentira ir um pouco mais distante. Notícias falsas e boatos continuam se espalhando como fogo em mato seco, só que agora na linha do tempo das redes sociais. Mas é possível identificar uma notícia falsa de uma verdadeira. Basta seguir algumas dicas de entendidos no assunto.


Os criadores de notícias falsas e boatos se valem de fatos que podem causar espanto geral, como seria a aprovação de um auxílio chamado Bolsa Prostituição, que seria concedido pelo governo brasileiro a prostitutas no valor de R$ 2 mil. Fora isso, graças aos boatos online, muita gente famosa morreu antes do tempo, como os pilotos Sebastian Vettel e Michael Schumacher e artistas como Tom Cruise, Lady Gaga e Bon Jovi.


“Na época em que espalharam que o Facebook pagaria cada compartilhamento eu acreditei mesmo. Minha intenção era ajudar uma pessoa que precisava de dinheiro. Compartilhei também mensagens de pessoas famosas que teriam morrido”, disse uma internauta, que pediu para não ser identificada.


Mas ao saber que tais notícias eram falsas, ela confessa que mudou seu comportamento na rede social. “Depois que repassei estas coisas, fui buscar a verdade. Hoje, antes de compartilhar algo, eu procuro saber se é verdade mesmo”, acrescenta.


Depois de repassar notícias que depois descobriu que serem falsas, outra internauta hoje se considera “calejada” no mundo online. “Agora, quando vejo amigos compartilhando notícias falsas, envio mensagem privada para eles para avisar do engano. Alguns agradecem, mas outros nem respondem”, explica.


BOATOS ONLINE
Mas é possível dar um basta nos boatos online, garantem dois entendidos no assunto: Edgard Matsuki, 29, do boatos.org, criado em 2013, e Gilmar Lopes, 34, do E-farsas.com, lançado em 2002.


Antes das redes sociais, os boatos ganhavam força através de e-mails. Em 2002 um deles dizia que se cada internauta repassasse a mensagem sobre uma menina que estaria com câncer, esta ganharia R$ 0,10 para ajudar em seu tratamento. “Em vez de repassar a mensagem, pesquisei e descobri que era uma notícia falsa”, lembra Gilmar. Desde então ele não parou mais de desvendar boatos online até criar o E-farsas.com.


O boatos.org já soma algo em torno de 500 falcatruas online desmentidas, e Edgard faz questão de ensinar: “Na internet é preciso uma dose cavalar de ceticismo”.


Edgard explica que há elementos comuns nos boatos: “Se a mensagem é escrita em maiúsculas, se tem palavras alarmantes, não cita fontes e pede compartilhamento, há chances gigantescas de ser falsa”.


Gilmar acrescenta mais: “A notícia não tem data para que o leitor tenha a impressão de que é uma notícia recente. A mensagem vem com pedido para ser repassada a um número maior de pessoas. Além disso, possui texto incoerente, um tom conspiratório e mistura fatos reais com ficção”.


Tanto Edgard, que já trabalhou no Japão entre 2003 e 2007, quanto Gilmar dizem que um truque para evitar espalhar notícias falsas nas redes sociais é pegar um trecho do texto, como nomes de pessoas ou instituições citadas, e fazer uma busca na rede. Normalmente os fatos citados no boato não ganham a atenção de sites de notícia sérios.


Uma das histórias que foi desvendada pelo boatos.org, conta Edgard, foi o caso dos jogadores da Argélia que teriam doado o prêmio da Copa de 2014 para os palestinos. O assunto envolvia o perfil falso do jogador Slimani, mas muita gente acreditou na história. “O boatos.org foi o primeiro site do mundo a desvendar a história”, garante.


Entre as histórias desvendadas pelo E-farsas, Gilmar lista um vídeo falso no qual a Coreia do Norte estaria na final de Copa do Mundo, o qual chegou a ser tratado como verdadeiro por alguns sites de notícias. Ou o improvável caso de Neymar, que teria fingido lesão no jogo contra a Colômbia para enfraquecer a seleção brasileira e assim fazer com que outra seleção faturasse o Mundial.


Diante de tantas mentiras, Gilmar conclui: “O comportamento básico na internet é duvidar de tudo, sempre”.


Foto: Banco de imagens

 

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