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Locomoção ao trabalho

Coluna quinzenal sobre Recursos Humanos

Crédito: Edweine Loureiro - 11/06/2014 - Quarta, 17:25h

 

Um contrato aparentemente vantajoso pode vir a tornar-se um verdadeiro pesadelo ao trabalhador, que tende a ignorar itens que não sejam de teor monetário. É o caso da distância entre a residência do empregado e o local do trabalho.


Em regra, numa negociação contratual, preocupa-se mais com o valor do que o tempo gasto no transporte. Mas aconselho o leitor também a prestar atenção no segundo aspecto, para evitar arrependimentos futuros.


Claro, salário, ambiente, tudo deve ser levado em consideração na hora de assinarmos um contrato laboral. Mas alerto: longas horas de transporte e rotas complicadas podem ser tão desestimulantes quanto um desgradável ambiente de trabalho.


Levemos em consideração, por exemplo, os complicados itinerários de Tóquio:


Quem a conhece, sabe que a capital japonesa tem, realmente, um sistema ferroviário arcaico e complexo, se comparado ao de outras megalópoles. O que faz com que um simples “norikae” (no caso, a troca de trem) possa tornar-se um grande tormento. Uma realidade agravada pela imensidão das estações: em um subir e descer interminável de escadas que, de fato, podem tomar preciosos minutos do trabalhador.


Como professor, tenho experimentado isso: muitas vezes, para ir até uma determinada empresa, necessito trocar várias vezes de linhas (casos de Hibiya – Oedo). Quem conhece a linha Oedo, em Roppongi, sabe que, no interior da estação, ainda temos que caminhar bastante. O mesmo ocorre em Naka-Okachimachi, para mudar à linha Ueno-Okachimachi e ir até Shinjuku: caminha-se um bom tempo no interior das estações para tomar o outro trem. Nas horas de rush, então, tais deslocamentos tornam-se verdadeiros calvários.


E sim: há as problemáticas paradas de trens ― motivadas, além das falhas técnicas, pelas não raras tentativas de suicídios (leia-se: pessoas jogando-se nos trilhos). Sei que o tema é forte e triste, mas não posso deixar de abordá-lo: seria fugir de uma realidade, que atrapalha, e muito, a rotina dos trabalhadores em Tóquio. E, especialmente no final de ano, quando tais casos chegam a ser irritantes pela frequência com que ocorrem.


Então, leitor, atenção para esses pequenos detalhes, pois o tempo, quando poupado, é tão importante quanto o dinheiro, para a satisfação do trabalhador. Assim, antes de aceitar uma proposta de emprego, analise a rota a ser traçada. E, aqui, deixo um link, muito usado pelos estrangeiros para verificarmos o tempo e o valor do transporte em Tóquio: http://www.jorudan.co.jp/english/norikae/.


Até a próxima.


Edweine Loureiro é escritor, advogado, e tem quatro anos de experiência com recrutamento em Tóquio. Autor do livro “No mínimo, o Infinito” (Editora Penalux, 2013). Facebook: https://www.facebook.com/edweine.loureiro

 

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