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Crianças que voltam ao Brasil têm carência, diz psicóloga

Kyoko Nakagawa e Glaucia Sawaguchi percorrem o Japão para falar do Projeto Kaeru, que ajuda filhos de ex-dekasseguis na adaptação escolar

Crédito: Thassia Ohphata - 27/10/2011 - Quinta, 12:39h

Ota, 26/out - Carência, sensação de perda, casos de bullying – no Japão conhecido como ijime – que têm se tornado frequentes no Brasil. Este é o perfil atual das crianças que retornaram do Japão atendidas pelo projeto Kaeru, no Brasil. “Notamos que o perfil mudou neste último ano. Até então, não víamos este perfil”, explica a coordenadora do projeto, Kyoko Nakagawa.

Pelo terceiro ano seguido, a psicóloga vem ao Japão para uma série de palestras na comunidade para apresentar as dificuldades enfrentadas por estas crianças e também trocar informações com pais e educadores.

Juntamente com a psicóloga Glaucia Sawaguchi, que também participa do projeto implantado em São Paulo, Kyoko realizou nesta quarta-feira 26, em Ota (Gunma), a primeira palestra sobre o tema. Até 8 de novembro, a dupla irá percorrer o Japão e também levar atendimentos aos pais em diversas cidades (veja datas e informações abaixo).

Em Gunma, o encontro foi voltado aos professores e diretores de escolas brasileiras e japonesas da região. “Depois da crise, houve muitas mudanças. Hoje, são muitas crianças que vem de escolas japonesas”, explicou Glaucia, que há cinco anos atendeu alunos na região num programa de estágio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).

Além de apresentar a situação e a adaptação das crianças nas escolas públicas – foco do projeto –, as psicólogas também abordaram a importância do preparo emocional delas antes mesmo do retorno. “As mudanças devem ser gradativas, anunciadas e explicadas, inclusive sobre as mudanças da dinâmica familiar”, afirmou Kyoko. A coordenadora também apontou a necessidade de refletir sobre a questão da permanência das famílias no Japão, tanto na educação como também na questão da convivência e aceitação multicultural.

Kyoko chamou a atenção para a necessidade da qualificação, tão exigida hoje no Brasil. “Qualifiquem-se nem que seja no idioma japonês, o Brasil não está mais do jeito que era anos atrás”, destacou. “Não dá para se virar do jeito que muitos imaginam. Sem emprego é difícil”, conclui ela.

Veja a programação de palestras do Projeto Kaeru

27 de outubro (quinta-feira)
Ota (Gunma)
Consultas individuais: 16 às 18h
Palestras em japonês (assistentes bilíngues, professores japoneses, entre outros): 19 às 21h
Ota-shi Kokuasi Koryu Center (Ota-shi Iida-machi 895-1)
Informações: Oiziumi Nippaku Center, nos telefones 0276-62-0676/0814

28 de outubro (sexta-feira)
Tóquio
Palestra em japonês: 14 às 15h30
Kasumigaseki (MEXT) para pessoas do governo em Kasumigaseki

30 e 31 de outubro (domingo e segunda-feira)
Hamamatsu (Shizuoka)
Palestra em português (dia 30): 14h
Aeon Hall

Palestra em japonês (dia 31): 14h30
Minami Hoshi Shoogakkoo
Informações: Fundação para Comunicação e Intercâmbio Internacional de Hamamatsu (Hice), no telefone 053-458-2170

1º e 2 de novembro (terça-feira e quarta-feira)
Toyohashi (Aichi)
Palestra em português (dia 1º): 19h
Palestra em japonês (dia 2): 19h
ABT Toyohashi
Informações: NPO Associação Brasileira de Toyohashi (ABT), no telefone 0532-39-3437

3 de novembro (quinta-feira)
Nagahama (Shiga)
Palestras em português e japonês: 19h
Kinrosha Fukushi Kaikan (Rinko), Nagahama-shi Minato-machi 4-9
Informações: no email, lilian@socio.kindai.ac.jp (Lilian Hatano)

4 de novembro (sexta-feira)
Koka (Shiga)
Palestra em português e japonês: 19h
Informações: Koka Country Center For Human Rights Awareness, no telephone 0748-65-4020 

5 de novembro (sábado)
Nagoia (Aichi)
Nagoya International Center (5º andar)
Informações: no email, com Matsumoto, Mkazuko22@aol.com

6 e 7 de novembro (domingo e segunda-feira)
Tsu (Mie)
Palestras em português (dia 6): 19h
UST-Tsu

Palestras em japonês (dia 7): 19h
Apoio Mie
Informações: Apoio Mie, no telefone 059-235-4677

8 de novembro (terça-feira)
Komatsu (Ishikawa)
Palestras em português e japonês: 20h
Associação Internacional de Komatsu
Informações: Associação Internacional de Komatsu, no telefone 0761-21-2226

foto
A coordenadora do projeto Kaeru, Kyoko Nakagawa (centro), está no Japão para apresentar a situação das crianças retornadas hoje ao Brasil
Thassia Ohphata/Alternativa

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