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23 mil seguem em abrigos seis semanas após forte terremoto em Ishikawa

Um voluntário sofreu um acidente durante atividade na cidade de Nanao

Crédito: Redação - 12/02/2024 - Segunda, 09:56h
Ishikawa, Japão – Pelo menos 23 mil pessoas permanecem em centros de evacuação, em casas de familiares ou em seus carros, seis semanas após o forte terremoto que atingiu a península de Noto no primeiro dia do ano, publicou a NHK. 

Como resultado do poderoso tremor seguido de tsunami, 241 pessoas morreram na província de Ishikawa e outras 11 continuam desaparecidas. 

O governo da província informou que na região de Noto mais de 60.000 casas foram danificadas no tremor, mais de 34.000 não têm ainda fornecimento de água. 

Apesar do tempo que já passou, as autoridades acreditam que ainda levará um tempo para confirmar a extensão total dos danos e restaurar a infraestrutura.

Na estatística da província, mais de 13.000 pessoas estão em centros de evacuação, outras 6.000 residem em casas de parentes, 4.000 estão em alguma casa e mais de 120 estão ‘morando’ em seus carros. 

Para diminuir as dificuldades enfrentadas pelos desabrigados, que não podem mais retornar para suas casas, foram construídas residências temporárias nas cidades de Wajima e Suzu. O plano é erguer 3.000 unidades até o fim de março. Mas o governo já recebeu mais de 7.000 inscrições. 

Dificuldades dos voluntários e lixo

Como não há alojamentos suficientes, os voluntários que ajudam na remoção de escombros e em outras atividades precisam sair da cidade de Kanazawa para as áreas afetadas e retornar para Kanazawa. Em Wajima, por exemplo, eles conseguem trabalhar apenas três horas por dia, segundo a Jiji Press.  

A província de Ishikawa estima que a quantidade de resíduos gerados pela demolição de casas danificadas chegue a 2,44 milhões de toneladas.

Em todas as cidades e vilas foram criados locais de armazenamento temporário desse material. 

Um voluntário de 60 anos de idade que ajudava na limpeza de um prédio atingido pelo terremoto ficou preso após uma parede de blocos cair. O fato ocorreu no sábado (10) na cidade de Nanao, em Ishikawa. Não foi informado sobre sua condição de saúde.

As autoridades colaram avisos indicando “perigo” ou que exigem “atenção” em edificações que estão seriamente danificadas. 

O Centro de Voluntários do Conselho de Bem-Estar Social de Ishikawa informou que os voluntários só podem trabalhar em áreas confirmadas como seguras.

Além da queda de paredes ou muros, há o risco de queda de telhas ou de pisar em pregos, ou ainda de tropeçar no chão desnivelado. 

Os voluntários são orientados a fazer a limpeza dos locais onde são autorizados a entrar no menor tempo possível, mas nunca sozinhos, para o caso de ocorrer algum acidente. 

A província pretende concluir até o final de 2025 mais áreas de armazenamento temporário e procedendo à demolição de edifícios às expensas públicas.


Foto: Reprodução/Kyodo News

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