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Dicas para minimizar o consumismo infantil

Controlar o próprio orçamento já não é fácil, mas o difícil mesmo é ensinar os filhos a lidar com o dinheiro

Crédito: Thassia Ohphata/Alternativa - 22/04/2018 - Domingo, 17:57h

O consumismo desenfreado é hoje uma das principais características da sociedade atual. A aquisição de bens tornou-se uma espécie de realização pessoal. O problema é que essa cultura também é transmitida das crianças, afinal, quem resiste a um sorriso de um filho recebendo um presente?

Não é à toa que o consumismo infantil é um dos grandes responsáveis pelo desequilíbrio financeiro da família. Estudos mostram que um bebê de 18 meses já consegue identificar logotipos e antes de completar dois anos sabe pedir presentes pela marca. Aos 10 anos, a criança já tem mais de 300 a 400 marcas na memória e consome uma quantidade sem precedentes de produtos.

Por isso, crianças e adolescentes são os alvos preferidos da publicidade e atalho ideal para o bolso dos pais. Hoje, elas são responsáveis por 80% das decisões de compra das pesquisas brasileiras, conforme revelou o Instituto Alana, uma organização civil dedicada à proteção da criança.

Sabemos que controlar o próprio orçamento não é uma tarefa simples. Mas, o mais difícil mesmo é ensinar os filhos a lidar com o dinheiro. Por isso mesmo, os pais devem começar bem cedo a educação financeira da família.

Veja algumas dicas do projeto Criança e Consumo do Instituto Alana para que os pais fujam do consumismo nesse final de ano e celebrem as festas com mais presença e menos presentes. 

Dê o exemplo

Educar para o consumo consciente é dar o exemplo. De nada adianta ensinar às crianças que não se deve consumir por impulso e estourar o orçamento familiar no shopping. É preciso ser coerente para que as crianças aprendam como consumir com mais atenção e responsabilidade.

Diminua a exposição das crianças à publicidade

Diminuir o tempo gasto em frente à TV ou na internet é importante para reduzir o assédio mercadológico às crianças, pois esses meios de comunicação estão repletos de publicidades que incentivam o consumismo infantil. As crianças, em especial as muito pequenas, em virtude de seu estágio especial de desenvolvimento, não entendem a influência dessas comunicações mercadológicas, que vendem a falsa ideia de que é necessário ter determinado produto ou usufruir determinado serviço para que se possa participar de um grupo de amigos ou alcançar a felicidade.

Combine o objetivo do passeio

Combinar com as crianças como será o passeio e qual o objetivo antes de sair de casa para idas ao supermercado ou shopping pode ajudar muito a reduzir os pedidos por impulso. Se a ida ao shopping é para comprar o presente da vovó e nada mais, é importante que isso seja dito para a criança com antecedência. Na ida ao supermercado combinar que ela poderá escolher um ou dois itens para comprar antes de chegar lá ajuda a criança a aprender como consumir de forma mais refletida.

Evite unir lazer a consumo

Muitos familiares levam as crianças ao shopping para passear. Isso, porém, pode se revelar uma prática prejudicial à medida que expõem as crianças a um ambiente que incita o estímulo ao desejo de comprar – ainda mais nesta época do ano. Prefira, então, programar passeios ao ar livre, como parques, jardins, praia, nos quais as crianças possam brincar.

Cuidados com as longas listas de presentes

Para as crianças, Natal é sinônimo de longas listas de presentes. Diga às crianças para escolher um item da lista que elas considerem o mais bacana, em vez de alimentar a expectativa de que vá ganhar todos. Os pais, mães e responsáveis podem também incentivar os filhos a doar os brinquedos não usados para instituições que atendam crianças. É importante que, desde cedo, sejam ensinadas a não associar datas comemorativas com momentos tão somente para consumir e ganhar presentes.

Saiba que dizer “não” é importante

Diante da insistência das crianças, é importante que mães, pais, responsáveis e familiares em geral saibam que dizer “não” faz parte do processo educativo e pode ajudar as crianças a lidarem com frustrações futuras.

Foto: iStockphoto
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