Outras Edições

Serviços Educação

Sistema educacional do Japão

A escola é determinada conforme o local onde a família vive

Crédito: Redação - 26/11/2017 - Domingo, 11:13h

Ensino infantil
- Yoochien (jardim de infância): a partir dos três anos até o ingresso na escola primária (shoogakkoo)

- Hoikuen (creche): a partir dos seis meses (algumas instituições particulares aceitam bebês a partir de dois meses) até o ingresso na escola primária (shoogakkoo)
 
Ensino obrigatório: entre 6 e 15 anos, totalizando nove anos de estudos
- Shoogakkoo (ensino primário): dos 6 anos completos aos 12 anos.
- Chuugakkoo (ensino ginasial): dos 13 aos 15 anos
 
Ensino médio e superior: é necessário realizar exames de admissão
- Kookoo (ensino médio): 16 a 18 anos

- Kootoo senmon gakkoo (curso profissionalizante): voltado aos alunos que concluíram o ensino fundamental. Qualifica o estudante como técnico industrial e tem duração de cinco anos.

- Senmon gakkoo (curso profissionalizante ou técnico): voltado aos alunos que completaram o ensino médio. A duração é de um a quatro anos, dependendo do curso, e proporciona qualificação profissional e licença para atuar na sua área.

- Daigaku (universidade): cursos com duração de quatro anos (exceto mediciona, odontologia e veterinária que são seis anos) e os estudantes que completarem os créditos necessários recebem o título de bacharel.

- Tanki daigaku (curso superior de tempo reduzido): cursos de dois ou três anos que oferece formação de nível mais técnico. Os alunos que completarem os créditos necessários à formatura, recebem o título de bacharel júnior.
 
Ingresso no hoikuen e yoochien
No Japão, existem creches (hoikuen) públicas (kooritsu hoikuen) e particulares (minkan hoikuen). Para matricular a criança, os pais devem provar que trabalham ou que possuem algum problema que impeça de cuidar do filho em casa. No caso das instituições públicas, a mensalidade varia de acordo com a renda familiar e a mensalidade custa entre ¥ 15 mil a ¥ 50 mil. A matrícula deve ser feita na prefeitura, entre dezembro e janeiro. Caso houver vagas, há creches que aceitam crianças fora de época.

Já as creches particulares, existem aquelas que são autorizadas pelo governo, que recebem subsídios do governo, mas cobram mensalidades. O procedimento é parecido com das creches públicas. Há também as creches não autorizadas pelo governo, que não possuem requisitos ou período de matrícula. As mensalidades em ambos os casos custam a partir de ¥50 mil. A maioria das creches privadas aceitam cuidar de crianças em horários prolongados e algumas até chegam a funcionar 24h, mediante pagamento de taxas extras.

Os jardins de infância (yoochien) também são divididos entre públicos e particulares. A matrícula para as instituições públicas deve ser feita na secretaria de educação do município (kyooiku inkai), geralmente, em outubro. As mensalidades variam conforme a cidade, geralmente entre ¥10 mil a ¥40 mil. Já as particulares possuem suas próprias datas de matrícula e cobram mensalidades mais altas.
 
Ingresso no shoogakkoo
Prestes a completar a idade escolar, a secretaria de educação do município (kyooiku inkai) envia um comunicado de matrícula. Os estrangeiros não são obrigados a matricular os filhos na escola, mas devem ser atendidos quando solicitados.

No Japão, a escola é determinada conforme o local onde a família vive. Geralmente, as aulas são ministradas de cinco a seis dias por semana das 8h30 às 15h ou 15h30, e, em algumas vezes, nos sábados até às 12h.

As classes do shoogakkoo podem ter até 40 alunos, subdivididas em grupos que se revezam diariamente para limpar a sala de aula, os corredores ,os banheiros, os pátios de recreio e outras dependências da escola.

As atividades de limpeza, assim como os encontros atléticos, as excursões escolares e os passeios visam inculcar nos estudantes a importância do espírito de cooperação e da vida em grupo.
 
Dicas da psicóloga e psicopedagoga Rachel Matos de como preparar a criança antes de iniciar as aulas:

- Busque conversar com os professores sobre a experiência da escola com crianças que não falam japonês (ou que falam pouco) e observe se eles usam diversas estratégicas para conversar ou brincar com os seus filhos, como, por exemplo, a mímica.

- Existem escolas de educação infantil que aceitam a permanência de crianças por hora em alguns dias da semana. São ótimas oportunidades para inserir aos poucos a criança num ambiente escolar. De início a mãe pode ficar junto e, aos poucos, pode deixá-la sozinha com as professoras. Estas visitas e participação em eventos escolares antes de matricular ajudam a família e a criança a compreender o sistema da escola e se adaptar ao espaço e as pessoas.

- Deixar a criança escolher os materiais escolares que deve ser comprado ajuda a mantê-la envolvida com o processo de ingresso na escola.

- Não fazer muitas mudanças familiares ou de espaço em casa no mês de entrada do filho na escola. Para suportar o desligamento e tantas mudanças do processo é importante que o ambiente doméstico dê segurança a ela.

- Iniciada as aulas, mantenha uma relação amistosa com os profissionais da escola e mães dos colegas. Participe das reuniões, seja pontual, apresente-se bem vestido (o japonês valoriza a estética e disciplina), demonstre à escola que você se esforça para se adaptar à cultura japonesa.

- Elogie esporadicamente os professores, leve um presentinho no final do ano, mostre-se sempre aberto para o diálogo com a escola. Pergunte sempre como está o desenvolvimento do seu filho (se brinca com os colegas, se já fala o idioma, se participa das atividades, etc).
 
No primeiro dia de aula:
- Conte experiências positivas (como dos próprios pais e irmãos) na entrada da escola, de modo a focar para o desligamento.

- Evitar comportamentos de despedidas e sofrimento, como longos abraços e frase de pesar como “que pena” ou “mamãe vai morrer de saudade”.

- Explique quem vai buscar, a que horas e em qual lugar e, sobretudo deve-se estar na saída da escola sem nenhum atraso.

- Diga à criança o que os pais e irmãos vão fazer no momento em que ele estiver na escola: vão trabalhar, estudar, limpar a casa, se preparar para depois poder ficar todo o tempo com a criança, de modo com que ela possa compreender que todos têm uma tarefa e aquele momento não é de estarem juntos.

- Mantenham-se seguros, encarem o choro como um processo natural de desligamento, responda com um acolhimento confortante e encorajador, dizendo que compreendem o que eles sentem, mas que todos os colegas também estão passando por isso e que tem certeza que vai passar.

- Só depois que a criança entrar e não ver mais, os pais é permitido chorar. Aos pais o choro pode vir depois, quando as portas se fecharem.

Foto: iStockphoto
Compartilhe
Comentários
1 ano
26 edições
= 4.500 ienes
ASSINE A
REVISTA
RECEBA SEM SAIR DE CASA
PARTICIPE DE TODAS AS NOSSAS PROMOÇÕES
qr code alternativa
Telefone
050-6860-3660
Fax
03-6383-4019
Nippaku Yuai Co., Ltd.
〒151-0072
Tokyo-to Shibuya-ku Hatagaya 1-8-3
Vort Hatagaya 8F