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Alergia ao pólen: guia completo de sintomas, tratamento e dicas

Em março, a polinização do cedro atinge o pico no Japão

Crédito: Thassia Ohphata/Alternativa - 04/03/2017 - Sábado, 18:53h

Tóquio- Início de março. Pouco a pouco, o clima e a paisagem de primavera começam a aparecer no Japão. No entanto, para o desespero de mais de 30 milhões de alérgicos ao pólen em todo o país, esse também é o pico da incômoda e torturante temporada da polinose – o chamado kafunsho.
 

Em todo o país, existem mais de 60 tipos de pólen causadores do kafunsho, também chamado de febre do feno. Dentre eles, o cedro (sugi) e o cipreste (hinoki) são os principais responsáveis pelas reações alérgicas.
 

A alergia ao pólen de cedro não era comum no Japão até a década de 1960. Naquela época, Yozo Saito, da Universidade Médica e Odontológica de Tóquio, relatou os primeiros casos de pacientes que se queixavam de uma irritação no nariz, garganta e olhos. Essas pessoas estavam perto de uma floresta de cerdo, em Nikko (Tochigi). Apelidado de “pai do kafunsho”, Saito nomeou essa irritação de “polinose do cedro japonês” em 1964.
 

Estima-se que, hoje, uma a cada quatro pessoas dentre os 123 milhões de habitantes do Japão sofram desse mal.
 

A polinose não somente prejudica a saúde, mas também a economia do país. Uma pesquisa do Instituto Dai Ichi Life de 2005 revelou que o kafunsho reduziu o consumo em até ¥754,9 bilhões nos três primeiros meses do ano, diminuindo também o PIB do país em 0,6%.

 

Sintomas
 

No início, a reação alérgica ao pólen chega a ser facilmente confundida com uma gripe, já que em alguns casos, os sintomas começam a surgir ainda no inverno.
 

O kafunsho é caracterizado por espirros contínuos, tosse, coriza, irritação e coceira na mucosa dos olhos, coceira e pressão nos ouvidos e febre nos casos mais graves. Em geral, a alergia causa também muito desconforto, indisposição, desânimo, irritabilidade e baixa capacidade de concentração.
 

Os nascidos no Japão podem sofrer com a alergia desde a infância. Os mais sensíveis ao pólen podem até apresentar as reações alérgicas durante todo o ano.
 

Pesquisas já mostraram que estrangeiros que nunca foram expostos ao pólen podem demorar meses ou até anos para desenvolver a sensibilidade.

Para desenvolver a sensibilidade, o organismo precisa ficar exposto ao pólen por um determinado período. Além disso, outros fatores como o sistema imunológico em baixa e o estresse também favorecem os sintomas.

 

Tratamento
 

Ao apresentar os sintomas é importante sempre consultar um médico – um otorrinolaringologista (jibiinkoka). Por meio de exames detalhados, o especialista poderá identificar o tipo de alergia e indicar os medicamentos e tratamentos adequados.
 

Uma boa opção para quem sofre com os sintomas, é o tratamento imunológico (autovacinas), que deve ser realizada antes do início da polinização das árvores. As vacinas agem contra os polens causadores da alergia e estimulam o sistema imunológico a criar os anticorpos necessários para combatê-los.
 

Além disso, há a dessensibilização do organismo em relação ao pólen por via oral, o chamado kangensa ryouhou. Esse método consiste na ingestão do pólen diluído, aumentando a concentração de forma gradativa, fazendo com que o organismo se “acostume” com o agente.

 

Principais sintomas do kafunsho:


- Espirro
- Coriza transparente e líquida, obstrução nasal
- Coceira no nariz ou nos olhos
- Lacrimejamento e irritação ou vermelhidão dos olhos
- Inchaço das pálpebras
- Irritação da garganta, tosse
- Dores de cabeça e, às vezes, febre baixa
- Indisposição física, falta de concentração nas atividades diárias e, algumas vezes, sinais de asma.

 

Cuidados no período de polinização

 

Em casa:


- Evite abrir janelas e portas durante o dia.
- Estenda as roupas dentro de casa.
- Utilize purificadores e umidificadores de ar, úteis para reduzir a quantidade de pólen. Aspire a casa e passe um pano úmido com frequência.

 

Ao sair de casa:


- Evite sair, principalmente quando há grande quantidade de pólen no ar. Isso ocorre, principalmente, nos dias ensolarados e quentes, quando o vento está forte, com pouca umidade ou um dia após a chuva. No final da tarde, com a queda da temperatura, o pólen que estava suspenso no ar começa a cair, causando a manifestação alérgica.
- Utilize sempre máscaras específicas contra o kafunsho. As máscaras de gase não devem ser utilizadas, pois permitem a passagem do pólen.
- Utilize também óculos especiais – principalmente aqueles que usam lentes de contato.
- Antes de entrar em casa, abane todo o corpo, as vestes e os pertences. Ao entrar, logo tire peças de roupa e limpe bem.
- Prefira as roupas e chapéus de algodão (o pólen adere com mais facilidade nos tecidos sintéticos e de lã). Se puder, vista uma capa fina de algodão (como os aventais de médico) por cima da roupa para proteger as vestes do uso diário.
- Lave os olhos e narinas com soro fisiológico.

 

Site com informações diárias sobre os níveis de kafunsho (em japonês)

www.tenki.jp/pollen
 

 

Como dizer em japonês?

花粉症: kafunsho (polinose, febre do feno)
花粉: kafun (pólen)
杉: sugi (cedro japonês)
檜: hinoki (cipreste japonês)
耳鼻咽喉科: jibiinkoka (otorrinolaringologista)
薬局: yakyoku (farmácia)
点鼻薬: tenbi yaku (spray nasal)
目薬: me-gusuri (colírio)
マスク: masuku (máscara)
痒み: kayumi (coceira)
苦しむ: kurushimu (sofrer)
敏感な: bikan na (sensível)
検知し: kenchishi (detectado)
くしゃみが出る: kushami ga deru (estou espirrando)
鼻水が出る: hanamizu ga deru (tenho secreção nasal)
鼻がかゆい: hana ga kayui (o nariz coça)
目が充血する: me ga jyuketsu suru (olhos avermelhados)
涙目: namida me (lacrimejamento dos olhos)

 

Foto: homem de máscara durante a primavera japonesa. 2017 iStockphoto.

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