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Cada vez mais brasileiros preferem comprar tudo novo e fazem questão de não deixar nada no Japão quando vão embora

Crédito: Redação/Alternativa - 23/06/2012 - Sábado, 00:25h

As lojas de produtos usados continuam fazendo sucesso entre os brasileiros no Japão, mas muita gente já está preferindo comprar tudo novo, principalmente móveis e eletrodomésticos. O problema surge na hora de retornar ao Brasil. O que fazer? Será que compensa fazer a mudança ou é melhor vender para um amigo? Se a questão for financeira, é preciso fazer um cálculo de quanto valem os produtos no Japão e no Brasil. Como nem sempre a tecnologia do lado de lá é equivalente à do oriente, fica difícil fazer uma avaliação comparativa.

 
Ao invés de ficar quebrando a cabeça, muitas pessoas têm contratado serviços de mudanças para o Brasil. Hoje, tem gente que compra aparelhos de TV ou de som caros para levar quando for embora. Ou seja, o perfil da comunidade mudou, porque antigamente a grande maioria dos brasileiros só fazia compras em lojas de usados. O computador tem sido um dos produtos mais transportados. Mas também há muitos eletrônicos, eletrodomésticos e roupas. Já os jovens compram instrumentos musicais, que podem ser adquiridos no Japão por bons preços e de boa qualidade.
 
As empresas especializadas enviam para qualquer parte do Brasil tudo que o cliente tiver em casa e que pode ser considerado parte da mudança, evitando assim uma possível tributação. O que não pode ser levado, por exemplo, são peças de carros e motos, como rodas e escapamentos. A empresa chega a transportar até objetos grandes e pesados, como geladeiras. De uma certa forma, acaba compensando, porque importa o volume, e não o peso. A carga é transportada por navio e demora cerca de três meses para chegar ao Brasil.
 
DÚVIDAS
Uma pessoa que tirou re-entry por fazer mudança?
Sim, não há nenhuma implicação nesses casos.
 
Quais são os requisitos para fazer uma mudança?
É preciso ter visto de longa permanência (de um ou três anos) ou permanente, ou seja, visto de turista não vale. Quem tem o visto de longa permanência ou permanente e tiver morado no Japão por mais de um ano não pagará impostos sobre os itens enviados. Já quem tem menos de um ano de residência e tiver visto, pode fazer a mudança, mas pagará tributação equivalente a 50% do valor declarado.
 
Que documentos preciso providenciar?
Para envio do Japão:
- Descrição de objetos contidos nas caixas
- Relação de bagagens
- Ficha de informações
- Atestado de trabalho
- Cópia do itinerário de reserva de vôo
- Cópia do C.P.F. (C.I.C.) e RG ou R.N.E.
- Cópia do Gaikokujin Toroku Shoumeisho (registro de estrangeiro)
- Cópia do passaporte
Para liberação e entrega no Brasil
- Cópias autenticadas de todas as páginas do passaporte
- Cópia autenticada do canhoto da passagem aérea
- Cópias autenticadas do R.G. ou R.N.E. e C.P.F. (C.I.C)
 
O peso influencia no preço da mudança?
Não. O que importa é o volume.
 
A pessoa precisa estar realmente retornando ao Brasil para fazer a mudança?
Sim, por isso é exigida a cópia da reserva de vôo. Mas é possível contratar a empresa de mudança primeiro e comprar a passagem depois.
 
O que é possível levar na mudança?
Todos os bens de uso pessoal ou doméstico, móveis, eletrônicos, eletrodomésticos, brinquedos, livros, roupas, instrumentos musicais, bicicletas, utensílios esportivos e outros. E não precisa ser necessariamente um objeto por item. Por exemplo, uma família pode ter em casa mais de um aparelho de TV ou mais de uma bicicleta (a avaliação é feita pela Receita Federal no Brasil, que costuma usar do bom senso para essas questões).
 
O que não entra na mudança?
Objetos automotores e automotivos, rodas, calotas, bicicleta com motor, motocicletas, motores em geral, máquinas profissionais, bebidas e comidas.
 
E os objetos utilizados no trabalho, como por exemplo os computadores de um designer gráfico que está retornando ao Brasil?
É possível levar desde que se comprove uma relação do equipamento com o trabalho atual e que necessita utilizá-lo para exercer a profissão no Brasil.
 
Quais são os prazos?
A mudança deve chegar ao Brasil dentro dos três meses anteriores ou até seis meses posteriores ao desembarque. A data do desembarque no Brasil será comprovada mediante a apresentação do bilhete da passagem ou do passaporte. O despacho aduaneiro dos bens poderá ser processado após a comprovação da chegada do viajante e deverá ser iniciado no prazo de até 90 dias contado da descarga da mercadoria.
 
O QUE PODE SER LEVADO POR TURISTAS OU ESTAGIÁRIOS
- Roupas e outros artigos de vestuário, artigos de higiene, beleza ou maquiagem e calçados, para uso próprio, em quantidade e qualidade compatíveis com a duração e a finalidade da permanência no exterior. ?- Livros, folhetos e jornais.
- Outros bens cujo valor global não exceda a cota de isenção, que é de 500 dólares. A bagagem despachada pelo correio ou como carga, ainda que no mesmo veículo em que viajou, está sujeita ao pagamento de impostos e não tem direito à cota de isenção. Somente está dispensada do pagamento de impostos quando for composta exclusivamente por roupas, objetos pessoais usados, livros ou folhetos. ?- Compras feitas nas lojas duty free. Não é exigido o pagamento de impostos desde que seu valor total for de até 500 dólares e forem adquiridos em loja do aeroporto onde a bagagem será examinada pela alfândega brasileira, no desembarque.
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