Tóquio, 11/abr - Sobreviventes da tragédia que estão alojados em abrigos improvisados marcaram nesta segunda-feira o momento que o terremoto de 9 graus na escala Richter abalou o Japão, às 14h46 de 11 de março, há exatamente um mês, com as cabeças baixas e mantendo silêncio por um minuto.
O primeiro-ministro Naoto Kan agradeceu às pessoas em todo o mundo pelo apoio. Em uma carta aberta, ele afirmou que o apoio ofereceu esperança e despertou coragem em um momento de desespero.
"Por meio de nossos esforços e com a ajuda da comunidade global, o Japão irá se recuperar e regressará ainda mais forte. Nós iremos retribuir a sua generosa ajuda", disse Kan. "Com isso nos nossos corações, agora estamos juntos, dedicados à reconstrução da nação", completou.
Ao percorrer regiões atingidas pelos desastres no último domingo, Kan prometeu fazer o possível para ajudar as comunidades. Um mês depois, vidas e paisagens ainda estão em caos no Nordeste do Japão. ''O governo depositará todo o seu esforço para trabalhar com vocês. Nós nunca o abandonaremos'', disse o primeiro-ministro.
O secretário-chefe do gabinete e porta-voz do governo, Yukio Edano, afirmou que avanços têm sido feitos no sentido de manter a usina sob controle. ''A possibilidade de que a situação da usina nuclear se deteriore e possa provocar um grande vazamento de materiais radiativos está diminuindo cada vez mais'', disse.
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Policiais vestindo roupas de proteção fazem um minuto de silêncio pelos mortos no terremoto e no tsunami de 11 de março enquanto buscam corpos em uma área destruída de Minamisoma (Fukushima)
Reuters