Nagoia, 5/fev - A província de Aichi possui um dos maiores contingentes de estrangeiros residentes no Japão. A capital Nagoia e as demais cidades da região, com histórica vocação para a indústria automobilística, recebem anualmente pessoas de diversas nacionalidades, que trabalham desde as linhas de autopeças até os mais altos cargos executivos.
Com o intuito de melhorar o entrosamento entre estrangeiros e japoneses, o Centro Internacional de Nagoia realizou um seminário para cerca de 150 pessoas, com entrada franca, neste domingo. No evento, foram debatidos diversos temas para melhorar a convivência dos estrangeiros com relação à sociedade japonesa, além de aprenderem como proceder em diversos setores do cotidiano e situações de emergência.
O “Seminário de Internacionalização da Comunidade em 2012” foi aberto com a apresentação do “Plano de Promoção Multicultural de Nagoia”, pelo secretário municipal Minoro Masuda. Logo após os participantes dividiram-se em cinco grupos de discussões com temas diferentes: vida em comunidade, educação, desastres naturais, integração e comunicação. Os assuntos debatidos nesta etapa foram encaminhados para discussão geral na parte final do evento.
Segundo o representante da divisão para cooperação e projetos do Centro Internacional de Nagoia, Tetsuro Inaba, a integração é fundamental para a melhoria de vida do estrangeiro residente em Nagoia. “Quanto mais integrado ao cotidiano dos japoneses estiverem os estrangeiros, melhores serão as oportunidades que podem encontrar no Japão, além de aprender sobre seus direitos. Um melhor relacionamento entre estrangeiros e japoneses, no sentido de uma cumplicidade, faria o dia a dia de todos melhor”, definiu.
O diretor executivo no Centro Internacional de Nagoia, Yukihiro Toyoshima, afirmou que os brasileiros estão participando de forma mais ativa da sociedade japonesa, inclusive trazendo traços da cultura brasileira para a sociedade nipônica. “Há 20 anos, nossas preocupações eram referentes apenas a questões relacionadas ao trabalho. Hoje existe um leque muito maior de assuntos debatidos com relação aos brasileiros, isso mostra o quanto melhorou o entrosamento com a sociedade japonesa”, afirmou animado.
A participação de brasileiros no evento foi pequena, com apenas quatro pessoas. O operário brasileiro Masatoshi Tateishi, 55 anos, vê com olhos positivos os resultados do seminário. Os japoneses estão se preocupando cada vez mais com os estrangeiros, sobretudo com os brasileiros. “É um trabalho no qual a maior parte das pessoas acaba não percebendo, mas é algo que vem acontecendo com maior força nos últimos anos”, comentou.
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No final, houve discussão dos resultados do seminário com todos os grupos
Daniel Gimenes/Alternativa