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Polícia da Tailândia diz que traficantes de sexo virtual visam meninos ricos

O país vizinho criou uma força-tarefa para combater este tipo de crime, cujo número de vítimas ainda é desconhecido

Crédito: Thomson Reuters Foundation - 18/06/2019 - Terça, 08:30h
Bangcoc– Traficantes de sexo virtual que atuam na Tailândia têm visado adolescentes de famílias abastadas, muitas vezes se fazendo passar por jovens garotas para atraí-los, segundo informou o vice-chefe de uma força-tarefa que combate o abuso sexual infantil no país. 

O policial sênior Kornchai Klayklueng disse que primeiro as vítimas são persuadidas a filmar ou fotografar a si mesmas se masturbando, depois os traficantes as ameaçam, dizendo que as imagens vazarão para seus amigos e familiares, a menos que continuarem a fornecê-las.

Algumas das vítimas são identificadas pelo uniforme da escola que frequentam, disse Klayklueng, vice-chefe da força-tarefa de Crimes contra Crianças da Internet da Tailândia (TICAC).

“Muitas delas (as vítimas) são meninos de famílias ricas que têm celulares e são ativos nas mídias sociais, mas não são monitorados pelos seus pais, os quais não têm tempo suficiente para isso”, disse ele. 

“No final, eles (os meninos) se tornam vítimas de tráfico humano, não compreendendo que seus atos sexuais serão vistos por pessoas no mundo todo”, completou. 

O crescimento da internet e o aumento do uso de dispositivos de tecnologia pessoal estão alimentando esse tipo de crime, disse ele.

O TICAC, que foi lançado em janeiro de 2016 pela Royal Thai Police, trabalha de mãos dadas com organizações não-governamentais locais para rastrear infratores e suas vítimas.

Esta força-tarefa foi criada um mês depois que o governo tailandês aprovou uma lei com punições mais duras para aqueles que possuíam pornografia infantil, os quais não corriam riscos de serem presos. 

Agora, qualquer pessoa que possua pornografia infantil para fins de entretenimento pessoal pode ser condenada a até cinco anos de prisão e multa máxima de 100.000 baht (em torno de ¥347 mil).

"Eles (os meninos) acham que estão conversando com garotas que enviam fotos ou vídeos e são desafiados a fazer o mesmo", disse Ketsanee Chantrakul, gerente de programas da Fundação ECPAT, um grupo de Bangcoc que luta contra a exploração sexual infantil.

"Ao contrário das meninas, os meninos são menos cuidadosos e não acham que enviar vídeos é uma coisa prejudicial", disse Ketsanee à Thomson Reuters Foundation.

Não existem dados oficiais sobre o número de crianças vítimas de tráfico de sexo virtual.

Estima-se que pelo menos 610 mil pessoas na Tailândia - ou cerca de uma em 113 - estejam presas na escravidão moderna, de acordo com um índice criado pela Fundação Walk Free, um grupo de direitos humanos.

Desde sua criação, há quatro anos, o TICAC investigou 151 casos de exploração sexual facilitada pela Internet, dos quais 44 estão relacionados ao tráfico de pessoas.

O resto está relacionado com abuso sexual infantil e pornografia infantil.


Foto: Reuters
Vítimas são jovens de famílias abastadas que têm acesso fácil a celulares e não são vigiados pelos pais 


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