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Mais de 30 alunos relatam agressões sofridas por professores de escola em Hyogo

Agressões partiam de treinadores dos clubes de vôlei masculino e de beisebol

Crédito: Redação - 11/06/2019 - Terça, 14:32h
Amagasaki – O Comitê de Educação da cidade de Amagasaki (Hyogo) realizou uma enquete com todos os alunos da escola de ensino médio Amagasaki Koukou e descobriu que pelo menos 34 estudantes já sofreram agressões físicas de professores.

O Comitê organizou uma reunião com especialistas na área da educação e disse que irá divulgar em breve um plano efetivo para evitar violência nas escolas.

Nesta escola de Amagasaki, as agressões teriam partido de vários professores, treinadores do clube de vôlei masculino e do clube de beisebol.

A enquete foi distribuída entre os 955 alunos e 917 enviaram as respostas. Os questionários não permitiram nenhum tipo de identificação. Os resultados mostraram que 34 alunos já foram agredidos e outros 73 disseram ter testemunhado uma agressão.

Os casos de agressões vieram à tona em abril deste ano, quando um aluno levou mais de dez tapas na cara do treinador de vôlei e acabou com uma perfuração no tímpano. Um dos treinadores do clube de beisebol também assumiu já ter dado tapas na cara de alunos.

Em entrevista para a NHK, alguns adolescentes da escola relataram que as agressões no clube de beisebol partiam de vários professores envolvidos na atividade esportiva. Um dos alunos, que diz ter sido agredido por um treinador e um orientador do clube, contou à reportagem que sofreu chutes nas canelas e o treinador o levantou pela camisa.

“Se eu não levantava a voz na partida, ele me levava para um canto onde ninguém podia ver e me agredia lá”, contou o aluno. O mesmo estudante também disse sofrer agressões de outro professor envolvido no clube. 

“O outro orientador me levava para um depósito que só os professores podem entrar e chutava as minhas canelas lá. As agressões eram constantes”, afirmou.

Um amigo de outro estudante que sofria agressões no clube de beisebol, também deu entrevista para a NHK. “Ele parecia acostumado a apanhar. Ele mostrava os hematomas e até ria, pois era normal para ele. Eu ficava assustado”, disse o adolescente.

O Comitê de Educação confrontou o professor líder do clube de beisebol, que foi acusado por 65 estudantes através da enquete. Os alunos disseram já ter visto ou ouvido falar sobre agressões cometidas por este professor em particular. Para o Comitê, ele disse que “não se lembra” de ter agido com violência.

A reportagem não informou se os professores envolvidos nas agressões serão submetidos a algum tipo de punição ou afastamento da escola.

Foto: Reprodução/NHK
Comitê de Educação de Amagasaki, em Hyogo
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