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Abe pode adiar aumento de imposto se economia mostrar deterioração, diz partidário

“Não podemos levar todo mundo à beira de um precipício”, declarou Koichi Hagiuda

Crédito: Reuters - 18/04/2019 - Quinta, 18:27h

Tóquio - O Japão pode adiar novamente o aumento do imposto sobre consumo previsto para outubro, caso a pesquisa trimestral do banco central japonês mostre deterioração na economia, disse nesta quinta-feira (18) um alto funcionário do partido do primeiro-ministro Shinzo Abe.

“A economia está desacelerando um pouco. Se a pesquisa de junho do Banco do Japão mostrar um perigo à frente, não podemos levar todo mundo à beira de um precipício”, disse Koichi Hagiuda, secretário-geral em exercício do Partido Liberal Democrata (PLD), segundo a agência de notícias Kyodo.

"Ainda temos tempo" antes de decidir se vamos aumentar o imposto (shouhizei) de 8% para 10%, disse ele a um programa de TV na Internet, acrescentando que Abe convocaria uma eleição se decidisse adiar, segundo a Kyodo.

No entanto, Hagiuda disse que seria "difícil" convocar uma eleição geral para a Câmara Baixa do Parlamento para coincidir com as eleições para a Câmara Alta planejadas para o verão, citando uma agenda apertada devido à cúpula do G20 no Japão no final de junho.

Os comentários de Hagiuda reacenderam as especulações de que Abe poderia adiar o aumento do imposto pela terceira vez, apesar de sua repetida promessa de ir em frente com o plano, exceto por um grande choque econômico.

O aumento anterior do shouhizei, de 5% para 8% em abril de 2014, atingiu duramente os consumidores e desencadeou uma forte queda na terceira maior economia do mundo.

Abe colocou a reforma fiscal - necessária para aliviar o peso da dívida pública - em segundo plano.

Ele já planejou gastar ¥2 trilhões (US$17,87 bilhões) em medidas para compensar os consumidores que seriam afetados pelo aumento para 10%.

Na última segunda-feira, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aconselhou o Japão a aumentar o imposto sobre consumo para até 26%, ressaltando a necessidade de o país elevar a arrecadação à medida que sua população envelhece rapidamente.

O secretário-geral do gabinete rapidamente descartou os comentários de Hagiuda, dizendo que a postura do governo de guiar a economia para garantir o aumento planejado permanece inalterada, salvo uma crise econômica na escala do Lehman Brothers, em 2008, ou grandes desastres.

Foto: Reuters
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